Archive for the ‘Tipo não te estou a acompanhar’ Category

Se há coisa que eu não compreendo, são estas criaturas, estes espécimes que teimam em aparecer nas ruas no meio das crises para libertar o lado mais romântico, mais emocional e mais instável das pessoas já psicologicamente afetadas por uma recessão económica, imaginem, estamos todos a temer o fim da zona euro, a queda da Europa como união, talvez mais duma forma emocional do que racional, -vão-me dizer que ao longo destes anos nunca vos passou isso pela cabeça?- e aparecem idiotas a inventar histórias ignorantes para ver se desencadeiam um levantamento dos peasants.  A mim já me passou uma guerra, por isso enfim, nem sei o que esperar da crise, mas eu não pretendo agitar a crise, não pretendo piorar o estado emocional das pessoas, e não invento mentirinhas nem tiro proveito do meu pessimismo para ganhar fama nas redes sociais.

Há gente muito burra, é o que eu tenho a dizer, ainda no outro dia apanhei um gajo que publicou no facebook um papel da PIDE que tinha lá escrito o nome do presidente da república (faz tanto que se o substituíssem pelo D. Duarte ninguém se aperceberia) e nos comentários haviam as mais diferentes opiniões como “Toda a gente que quisesse sair do país tinha de assinar isso, o meu pai assinou para ir para França”, “BURLÃO BURLÃO JA PARA A PRISSÃAO”, “FORA LADRÃAO” mas seja como for, não entendi o propósito da teoria da conspiração mal construída, não entendi se era um papel que toda a gente assinava para sair do país, se o Anibal é tipo um assassino em série que criou a crise. O que sei é que cada vez mais surgem estas piadinhas de mau gosto que me parecem a mim criadas por gente ignorante que se deixa levar pela teoria de que o homem nunca chegou à lua e que afinal foi tudo filmado num deserto americano onde estiveram extraterrestres, a gente típica que não produz neste país e se queixa da falta de produtividade dos políticos e já nem vou dizer que não tem a mínima proposta para sairmos da crise para além do “ai fora com o FMI” (O FMI sai e depois ficam todos desnorteados porque não tinham uma proposta prévia), e pronto, para compensar o excesso de estupidez tentam parecem o pessoal o wikileaks e publicam alguma conspiração reconstruída com ajudado paint.

É isto que não entendo nos portugueses, nalguns né, sinceramente eu acho que gostam deste economasoquismo (yay inventei uma palavra), gostam de ser os coitadinhos da Europa, porque é fixe estar-se numa má situação económica, afinal ainda se pode dizer “Ai eu tenho experiência, sei o que é a vida”, o problema é que esta gente só tem mesmo a experiência de viver uma crise o que me soa bastante útil quando não a querem ultrapassar, e enfim, envergonham os liberais do século XIX e os capitães de Abril, eu até propunha resolver o problema com educação, mas a estupidez profunda, a verdadeira estupidez não tem uma cura estatal, para esses não há esperança, e vão ver, há de passar a crise e vão dizer aos filhos “ai eu estive na crise de 2008 sei o que é a vida, passei por coisas que tu não passaste” como essa gente do estado novo que pensa que a malta nova não está a passar por um mau bocado, enfim, o problema é que são capazes de não ensinar aos filhos a lavar o rabo e a apagar as luzes, afinal segundo a mentalidade destes espécimes continua a ser “O estado que resolva”, mas coitados, não puderam comprar um iPhone em 2012 então ficaram com traumas para a vida.

Deixem a crise passar, talvez ela vos passe por cima, afinal “Fora o FMI” que isso só há de resolver o problema. Have a nice day

Às vezes esqueço-me do quanto frágil é a minha geração e do quanto eu me posso deixar levar pelas minhas emoções. Eu costumo ser uma pessoa bastante racional e dificilmente me deixo levar por discursos, desconfio de tudo e de todos, não caio em apelos à misericórdia facilmente, mas quando as pessoas próximas a mim estão em perigo e o meu próprio país está à beira do abismo eu perco a noção com facilidade e torno-me na pessoa mais dramática à fase da terra. É contraditório, não sei como explicar, talvez seja o medo e o desespero, porque é isso que muita gente sente hoje em dia com a situação que vivemos, talvez sejam os meus pontos fracos, toda a gente os tem eu não ia ser uma excepção, afinal também eu sinto frio e medo do escuro.

Mas se formos falar sobre quem são os portugueses mais frágeis e que se regem mais pela emoção do que pela razão porque nunca a aprenderam a domina-la efetivamente, seriam primeiro os pobres, depois os velhos e em terceiro lugar os jovens que vou abranger dos zero aos vinte e pouco anos, mas quero falar mais propriamente dos que estão no secundário porque é a realidade que eu melhor conheço. Qualquer pessoa que eu conheça da minha idade, mais ano menos ano, que tenha objetivos de vida (às vezes nem é necessário) tem mentalidade de “estou a estudar mas isto de certeza que não me vai valer de nada”, especialmente se estiver no curso de humanidades ou de artes porque a verdade é essa, de certeza que não nos vai valer de nada, mas podemos sempre emigrar, talvez outro país nos queira.

Parecemos um pouco excluídos, ainda olham para nós como se fossemos as crianças de 2006, não podemos propriamente ter uma posição política, seria estúpido, mas a gente vai falando entre nós sobre o que está a acontecer no país, e não, não sou a única que está a criar uma mentalidade democrática, conheço muito pessoal da minha idade que percebe a situação em que fomos apanhados e entende que somos um país pós-ditatorial. O problema é que nós somos frágeis, temos medo do futuro porque não há dinheiro para cumprir promessas e não há sequer promessas, e se esta geração tem a capacidade de criar o verdadeiro Portugal democrático vai sempre haver alguém para tentar estagnar esse processo democrático e transformar-nos em mais uma geração indiferente e de “o estado que resolva” ou pior, nós seriamos capazes de usar esse poder de forma inversa. É um poder estranho, esta geração tem um futuro que promete sem prometer porque nós “não tivemos tudo” e “vimos” especialmente os nossos sonhos e interesses ameaçados, e apesar de na nossa infância termos vivido à grande e à francesa quando nós crescemos isso mudou e naturalmente sentimos raiva de uma austeridade que quis por propinas num ensino que é público e gratuito. Estão reunidas todas as condições para mudar uma geração que pode mudar o país, esta é a geração que acordou e entendeu que há alguém que está e vai pagar pela revolução de 74, e calhou-nos a nós. Estamos chateados, fazemos as nossas próprias manifestações, grafitamos paredes e casas de banhos, lançamos bombas de molotov dentro de colégios semi-privados, fazemos drogas e pisamos cravos. E há alguém que consegue ver o quanto racionais deixamos de ser em momentos limite, há alguém que consegue ler o medo que sentimos e que entende que somos um rebanho sem um pastor e que no fundo somos crianças, esse alguém não é propriamente uma pessoa com cara e nome, não é uma figura pública, é um “lider” invisivel que já pescou alguns de nós e os transformou em carne de canhão, é um lobo (um lobo ou vários), e apesar da guerra fria ter acabado há muitos anos o comunismo em Portugal chegou mais tarde para arruinar-nos e quer voltar, quer usar-me e vai tentar manipular-me até ao fim, como aqueles ciganos que nos obrigam a comprar as suas quinquilharias e nós compramos para que nos deixem em paz, os ditos comunistas estão a manipular-nos com os nossos próprios medos, exageram-los e romantizam-los, e eu tentei não cair nas suas mentiras e tenho vergonha de dizer que eu caí, eu não sabia que eles estavam por trás daquela estúpida manifestação, eu juro que não sabia que eram comunas até me aperceber que o coordenador era um comunista que passava bem por adolescente.

O que poderia vir a acontecer se eu tivesse dito que sim que ia a uma reunião do partido da juventude comunista?

Já há alguns tempos o livro que tenho visto como best seller na bertrand, na leYa e nos hipermercados é aquele tal 50 sombras de Grey. E então, houve um dia que eu decidi pegá-lo, enquanto o meu pai estava a tratar das compras, só porque sim, porque eu tenho de estar por dentro das coisas para poder criticá-las, se não estou a ser tão idiota como as adolescentes que lêem 50 sombras de Grey com entusiasmo.

Jane Austen lê 50 shadows of grey

Eu tenho um grave problema como leitora e escritora amadora: Se a primeira página não me interessar eu desisto do livro, se não aplico este método logo com o primeiro parágrafo, porque venho muito “mal” habituada com a literatura nacional. Foi o que me aconteceu com esse livro, mas como eu tinha de saber o que é que tinha de tão mal o livro, porque é que haviam tantas críticas, eu tinha de ler parte dele, então eu desisti do início (lá a moça, a Anastacia Steel falava do seu cabelo e que não podia fazer não sei quê porque não sei quem estava doente, não sei, foi algo do género) e fui avançando, e basicamente o que encontrei resumia-se a diálogos de submissão, monólogos da rapariga estar toda maluca pelo Christian e sexo – E eu fui logo parar a um capitulo com um fetiche de pés.

Ponto número um: Sexo é bom, toda a gente gosta de sexo, nada contra cenas escaldantes em livros, mas há um limite para tudo, cenas picantes em histórias de amor são a cereja no topo do bolo, admito, mas tem de haver história e amor e respeito acima de tudo. Se eu quiser ler histórias de foda eu não vou comprar um livro, já viram o que era os meus pais darem de caras com um livro pornô? Seria a mesma coisa que uma mãe ver o histórico do seu filho de 15 anos, verdade seja dita. Para quê comprar livros com histórias de foda se é o que mais há pela internet fora?

Mas o problema é que não é tanto o facto de ser um livro erótico, o problema é que é um best seller que atrai meninas de 13 anos, que está ali em destaque em todas as livrarias do país, da Europa e do mundo! Sabem o que é que deveria ser best seller? Sabem? Livros de verdade, uau. As adolescentes deveriam estar a ler Gonçalo M. Tavares, Edgar Poe, José Luís Peixoto, Carlos Ruiz Zafón, sei lá, tantos bons nomes da literatura internacional e é um pedaço de merda que se torna best seller, é isto que a sociedade valoriza? Que raio se passa?

As adolescentes em vez de estarem a ler bons livros, adolescentes portuguesas que deviam saber o talento português para a literatura, que supostamente estudam Luís de Camões, Garrett, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, como são capazes de deitar fora esse talento português que nos permite ter uma excelente percepção do que é boa literatura, e ler livros assim? Quem é que consegue ler um livro assim depois de ter lido tanto bom material ao longo da escola? Não se entende.

“Say something,” Christian commands, his voice deceptively soft.
“Do you do this to people or do they do it to you?”
His mouth quirks up, either amused or relieved.
“People?” He blinks a couple of times as he considers his answer. “I do this to women
who want me to.”
I don’t understand.
“If you have willing volunteers, why am I here?”
“Because I want to do this with you, very much.”
“Oh,” I gasp. Why?
I wander to the far corner of the room and pat the waist high padded bench and run my
fingers over the leather. He likes to hurt women. The thought depresses me.
“You’re a sadist?”
“I’m a Dominant.” His eyes are a scorching gray, intense.
“What does that mean?” I whisper.
“It means I want you to willingly surrender yourself to me, in all things.”
I frown at him as I try to assimilate this idea.
“Why would I do that?”
“To please me,” he whispers as he cocks his head to one side, and I see a ghost of a
smile.Please him! He wants me to please him! I think my mouth drops open. Please Christian Grey. And I realize, in that moment, that yes, that’s exactly what I want to do. I want him to be damned delighted with me. It’s a revelation.

Este é o problema das democracias, é um problema que todos nós aceitamos, que o mundo aceita, porque a nossa liberdade custou-nos a todos -e sabe Deus o que está a custar agora aos lusitanos- e o problema das democracias é permitir que todo o idiota possa dizer o que quiser quando quiser como quiser, por mais que isso ameace uma democracia e o estatuto da mulher no século XXI. E esta falta de lápis azul, de um filtro que nos salve de tanta porcaria, levou-nos a uma crise de valores e ética. Idolatro os capitães de Abril que nos tiraram da ditadura, idolatro o homem que empurrou o governador espanhol no 1 de Dezembro, viva a liberdade sim senhora, mas fodasse, as pessoas não a podem usar como deve ser e escrever grandes obras? Também não tem a liberdade de calar a boca para que não digam asneira, e as adolescentes não tem liberdade suficiente e cabecinha para verem que este livro é um atentado ao estatuto da mulher no mundo contemporâneo?

Nada de teorias da conspiração nem sociedades de iluminatis atrás do livro, o livro é apenas estúpido e parece incrível que mulheres hoje em dia não saibam reconhecer os esforços feitos no século passado para nós mulheres termos uma vida equitativa aos homens e deixarmos de ser escravas. Pleno século XXI e vem uma empecilha escrever algo tão atrasado temporalmente, tão sem sentido, tão contra a liberdade da mulher. Cria uma rapariga insegura, que não consegue pensar por ela própria, mas que estudou, teve uma educação e não consegue pensar por ela própria, parece-me algo bastante lógico, reparem que a Ana ou Anastácia ou lá o que é, diz He likes to hurt women. The thought depresses me e depois diz Please him! He wants me to please him! I think my mouth drops open. Please Christian Grey. And I realize, in that moment, that yes, that’s exactly what I want to do. 

Mas o que é que se passa? Aguenta Jane Austen, aguenta.

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Gostei mais de Londres este ano. Passei mais tempo na capital de Inglaterra e fiz mais coisas. Tenho pena de não ter ido ao national history museum porque era uma fila enorme, e há sítios que queria ver e não vi e sítios que só depois descobri que existiam quando estava a conversa com uma das poucas raparigas da primária que ainda vai falando comigo que por acaso esteve em Londres, e outros que agora descobri numa página do FB que promove sítios mais discretos que apesar de serem porreiros não são propriamente feitos para turistas.
Passar por turista é mau. Muito mau mesmo. Eu posso dar direções e ajudá-los, e por acaso até gosto daqueles grupos de jovens de mochilas de acampamentos e ar cansados que quando se aproximam de mim perguntam-me “Excuse me, do you speak english?” porque são fucking aventureiros e não turistas, eles estão a fazer a viagem de sonho, a aventura de comprar um único bilhete que os leva a todas as estações da Europa (ou é algo parecido). E espero fazer esse tipo de viagem, um mês pela Europa com um grupo de pessoas da minha idade (talvez os meus melhores amigos) que se queira perder em ruas de países que não sabem a língua. Ou sozinha e com apenas alguém mais próximo. Eles são diferentes aos turistas que normalmente se vêem nos centros das cidades. Aqueles turistas que tem aquela típica imagem de turista que chega a ser irritante, mas os piores mesmo são os filhos e netos de franceses (ou doutro país) que não querem falar português, acham que podem conduzir como querem em Portugal e causam muitos acidentes a custa da mania, pelo menos onde eu vivo, não são todos mas muitos causam um caos.
Eu acho que estar com mochilinha às costas, boné standar, calções de turista, t-shirt de turista, óculos de sol e mapa na mão é uma imagem muito frágil, porque parece que quando olho para eles me dizem “Olá, não percebo nada disto, vou comprar qualquer peixe que me estejas a vender nem que seja o pior e vou sorrir como se fosse a coisa mais espetacular do mundo” e por isso mesmo eu prefiro analisar os mapas no hotel e quem me dera ter um smartphone com o google maps que assim já deixaria de usar tanto mapas; troco-os pelo jornal do metro e uso as mesmas roupas de sempre, a mesma mala de sempre e os mesmos sapatos de sempre e não vou conseguir dar imagem que sou britânica porque eu falo português com a minha irmã na rua mas pelo menos não dou ar que sou estúpida (e a minha câmara fica na mala guardada e só a tiro para tirar fotos e depois arrumo, câmaras ao pescoço é a pior coisa, e pior que isso é tirar fotos a tudo e com tudo, meu Deus). E por outro lado, quanto mais turista pareceres que és, mais gozado serás. Os ingleses tem um complexo qualquer contra os espanhóis, bem pelo menos uma boa parte deles, ainda hoje numa daquelas lojas que se vêem pouco em Portugal (três andares de roupa à preços acessíveis ao povo), estava uma rapariga a gozar com os espanhitos ao telefone. E muitos deles acham que Portugal fica em Espanha, embora sim, agora o português seja mais importante por causa da emigração.
Às vezes geram-se conversas em que me vejo obrigada a dizer que não eu não vivo no Reino Unido e ouço coisas como “oh, Portugal, I love Portugal!” talvez por nostalgia a ferias no Algarve e hoje um homem disse-me “My wife’s father lives in Viseu, is it near to where you live?” (podia ser um vampiro eu sei, mas há muitos distritos a fazer fronteira com Viseu e duvido que se lembre da minha resposta e muito menos que saiba pronuncia-la). São simpáticos alguns deles, às vezes tratam-me por “young lady” “sweetheart” “dear” “darling” (o que acho um bocado esquisito mas é algo com classe, em Portugal o mais alto é “menina”), ficam impressionados com alguns aspectos do nosso país, tanto pelo positivo como pelo negativo. Como eu do país deles.
Eis o meu conselho, é sabido que o Europeu é racista e ser turista é algo frágil portanto, viajar pela Europa é lixado, se para mim é e sou Europeia nem quero saber dos americanos e dos zucas que vejo aos montes seja onde for.
Então, o melhor é não dar uma imagem frágil de turista e dominar algumas línguas, conhecimentos geográficos e históricos e quando possível conhecer pessoas do país que se está a visitar, eu tive essa sorte, e tenho passado como uma nova habitante nesta pequena vila de Cambridgeshire.

*Reformulado

BLOGAGEM COLETIVA ESCRITOS LISÉRGICOS - VEGETARIANISMO E VEGANISMO. QUAL O SEU CONCEITO?

Eu acredito que daqui a muitos séculos, talvez milénios, os filhos dos nossos filhos dos nossos filhos e por aí vão ser vegetarianos ou veganos, é claro, se a sociedade continuar a evoluir como tem evoluído e se vá mantendo um balanço positivo. É uma teoria que tenho, porque primeiro, comíamos carne crua, depois aprendê-mos a cozinhá-la, depois veio a criação de gado que se tornou mais comum que a caça, mais tarde surgiram alguns povos que proibiram o consumo de carne e peixe, e hoje os movimentos vegetarianos e veganos são cada vez mais comuns.
Mas em contra partida, ainda vivemos numa sociedade onde o consumo de carne é excessivo. Penso que no passado havia tanta carência de comida que atualmente enfardamos até vomitar, parece um mecanismo social inconsciente para tentar recompensar o passado.

Eu gosto de comer carne e peixe em questões de sabor, mas nos últimos meses aconteceu-me algo que me fez reduzir o consumo de carne e peixe. Não por causa do sofrimento animal diretamente, não é por causa de nenhuma das razões éticas ou ecológicas ou as mais comuns, não que seja inconsciente, porque basta eu ver um video de sofrimento animal ou qualquer abuso a mãe natureza que fico sem comer carne e peixe durante dois dias. A razão que me fez diminuir o consumo de carne foi: Sofrimento humano.
É difícil explicar, mas é basicamente o sofrimento humano. Vejo que as pessoas sangram, o que sofrem fisicamente, o que sentem quando sofrem fisicamente, e afetam-me especialmente os mamíferos porque a fisionomia não é muito diferente à nossa, e o sangue da maioria dos animais é da mesma cor que o nosso. E lembro-me de pulsos cortados, crianças torturadas e pessoas chacinadas. Por isso é que quando eu substituo a carne por outro tipo de alimentos me sinto melhor comigo mesma. Não sei se me tornarei vegetariana, não sei se vou deixar de ter este tipo de pensamentos e voltar a comer carne/peixe como antes. Só sei que se posso evitá-lo vou-me sentir como se o meu organismo fosse mais puro e a minha mente fosse mais sã. É-me difícil de explicar, a minha família apoia-me mesmo que não acredite que eu me torne vegetariana (tirando a minha mãe) porque eu era uma criança bastante carnívora.

É algo complicado, ser vegetariano é difícil, é preciso escolher bem a comida e há coisas que aparentemente os veggies podem comer mas não podem. Dou um exemplo, há muitos chocolates que tem bichos triturados, e é por uma razão muito estúpida, é por um corante mangenta e cores que sejam feitas à mistura da mesma. O bichinho chama-se conocheal (em inglês) e há muita comida que tem esse corante, aka, E120 se não me engano. Uma coisa é comer carne e peixe porque precisamos outra coisa é matar milhões de bichos desnecessariamente por causa duma mania. Por outro lado, a comida portuguesa não é muito vegetarian friendly que se diga, apesar de muitos vegetarianos fazerem as suas próprias receitas. E ainda é há questão social: E se eu sou convidado(a) para comer por exemplo num rodízio ou num sítio que só sirvam carne ou peixe? Ah pois, aí a porra fica séria.
E é por isso que eu admiro os vegetarianos, porque eles estão a fazer a evolução e mesmo com todas as dificuldades eles vão lutar pelo que acreditam enquanto que são gozados pelo resto da raça, mas o que o resto da raça não sabe é que se o resto da raça continuar a comer carne e peixe em exagero como tem feito em vez de diminuir um pouco para comer carne/peixe de melhor qualidade e salvaguardar a mãe natureza, vamos ficar em maus lençois. Eu acredito que daqui a muitos muitos anos a nossa espécie poderá tornar-se vegetariana e parece que eles vieram desse futuro e muita gente não quer entender o quanto evoluídos são (tirando aqueles que tratam os omnívoros como assassinos mas esse é um caso a parte) e não querem respeitá-los. Já pensaram que às tantas os vegetarianos sobrevivem a catástrofes como a nossa raça sobreviveu em vez do homem de neandertal? É que ele não era tão forte, ágil e esperto como o homo sapiens sapiens porque a sua alimentação era 85 por cento de carne e eram mais pequenos e se não me engano não tinham tanta esperança média de vida. Não creio que seja provável, mas este planeta já provou as coisas mais impossíveis.

Coisas que os veggies podem comer (a alimentação deles não é tão seca como pensamos. Alias eles tem de ser mais criativos que nós para se manterem saudáveis):

Pizza
Batatas fritas
Doces
Wraps
Sim, há sushi para vegetarianos
Massas
Sei lá, são poucos exemplos, a imaginação é o limite.

Assim como houve uma fase em que muitos portugueses andavam com a mania do o k é que fazex, então o k contax, muitos brasileiros também decidiram assassinar a língua portuguesa.
Primeiro que tudo, agradeço aos brasileiros que sabem escrever por fazerem do português uma língua importante, mas para aqueles que andam a chacinar o português eu acho que já chegou o acordo ortográfico que nós fez mudar muita coisa e até os próprio angolanos ficaram revoltados mais do que nós. Sim, os brasileiros também tiveram as suas mudanças que acho que foi com uma questão de acentos, e foi uma mudança que realmente fui obrigada a aceitar e não pude dizer que não, e vocês sabem por quê? Porque a minha nota para entrar na universidade depende disso. E sabem mais o quê? Eu posso reprovar por pôr um c a mais ou um p a mais, e sabem por quê é que nós tivemos esta mudança? Por vossa causa! E eu acabei por aceitar isso porque a língua também é vossa e não exclusivamente do país de origem, é uma maneira de fazer com que não hajas tantas diferenças entre nós e vocês, e por isso mesmo acho que deviam ter a decência de respeitarem um pouco regras básicas e aprender a conjugar o verbo tu, porque eu podia ter a mentalidade de “eh, vocês devem-me respeito porque sou Portugal sou muito grande e vocês são uma ex colónia, vocês eram índios e se não fossemos nós não seriam civilizados” mas não tenho e eu respeito-vos por terem sido vocês a elevar o estatuto da nossa língua! Não chamo putas as mulheres brasileiras! Não vos peço para repetir devagar por ser eu quem não sabe conjugar um verbo! Se vocês querem continuar a destruir a nossa língua façam um acordo em que vocês declarem que a língua oficial do Brasil é o  brasileiro e não o português!
Porque nós para além do verbo tu também aprendemos o verbo vós que usamos em frases como “Eu disse-vos” ou “Vou convosco” caso reparem nesse tipo de coisas neste post, e para além destes dizemos você quando falamos a alguém importante ou vocês quando são vários “tus”, por isso não me digam que é muito difícil aprender a conjugar a segunda pessoa se a querem usar, e não usar o verbo como se fosse a terceira pessoa, se não sabem ou continuam com o você ou aprendem!
Exemplo:

  • Tu vai à praia? – WRONG BITCH WRONG é Tu vais à praia?
  • Tu quer ir à praia mais tarde? – WRONG BITCH WRONG é Tu queres ir a praia mais tarde?
E eu compreendo que numa conversa de brincadeira também façam como eu que digam algo como “Mais agente vai mais tarde” porque eu às vezes também digo naum ou num em vez de não quando estou na brincadeira e coisas desse género e por mim as girias e dialectos de adolescentes é na boa porque nós também temos as nossas. Por exemplo eu digo “Gatuxa linda foffinhaah winduxaahh” quando estou a gozar com pitas e até adultos que falam assim (a sério, quem é que com mais de 20 anos diz k em vez de que ou q se for na internet? E quem é que ainda põe x em vez de s? Morram longe!) e às vezes escrevo com falo (vamuxasjaulaxjedepoixvamuxjapraia) não não tão exagerado mas é assim que eu falo rápido e duvido que gostassem que falasse assim nas redes sociais mas não constantemente porque sei que nem a gente de Lisboa vai entender aquilo. São brincadeiras, mas escreverem constantemente em coisas sérias coisas como:
  • Agente sabe como é difícil (o space está encravado?)
  • Mais eu não pude mais com a dor (não é mais, é mas, tá? Eu digo  támbainm , e não escrevo  támbainm, para não falar que existe mas, mais e más)
  • Agente tem que entende que é difícil (custa muito por o r é?)
  • And so on and so on 
Sabem o que me dá vontade de vos fazer gentinha que escreve assim? Meter-vos numa sala de aula e dar-vos uma aula de português como a cabra da minha professora que não suporto, ou seja, meto uma gravação da minha voz a falar e vão-me ouvir durante hora e meia! 
Vocês vão ficar a escrever assim porque dizem isto constantemente, eu tive esse problema quando tinha 11 anos e escrevia então o k é k fazes? E acreditem vai ser difícil de deixar de escrever. E eu não vou fazer nenhum novo acordo ortográfico por vocês não saberem falar português! Vocês aprendem ou falam como falavam. Não vão obrigar-nos a escrever mal!



Este dia para mim é um tanto sagrado e um tanto profano. Sagrado porque a liberdade abriu portas, profano porque as portas fecharam-se. Há sim senhor liberdade de expressão, já não temos a PIDE em cima de nós e podemos dizer o que bem entendemos, o problema é que Portugal deixou-se ficar na miséria depois de todos os apoios Europeus. Mesmo assim, agradeço aos capitães de Abril, nomeadamente ao Capitão Salgueiro Maia, por terem tido os cojones de dar uma oportunidade a Portugal de conseguir avançar, infelizmente o nosso governo atual é uma porcaria, mas pode ser que um dia, um governo novo faça pelo menos alguma coisinha pelo país que não seja magia (fazer desaparecer o dinheiro).

Isto era só mesmo uma introdução do post, que é relacionado as minhas reações ao filme “Capitãse de Abril” Sim só o vi hoje
Quando vejo os soldados a ir para o Rádio Club, o Aeroporto e para outro sítio que o nome não me recorda como se fosse alta filme de guerra
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Reação dos Capitães de Abril em 1974
Reação dos Capitães de Abril em 2012
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Quando um dos capitães aponta uma arma ao homem da Rádio Club e diz “Isto é um golpe de estado” Like a fucking boss
Epa, porque é que eles repetem sempre pá, epa e porreiro pá? Os gajos são piores do que eu pá
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Matem os ministros! Matem os gajos já! Matem os da PIDE também se for preciso!
Reação do Spinola quando vai falar com o presidente:
Reação dos Lisboetas quando vêem os soldados e a GNR armada até aos dentes e os tanques de guerra
Quando o Salgueiro Maia se mete frente a dois tanques de guerra com a ordem de disparar contra ele
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Quando os militares saem dos tanques e basicamente mandam foder o superior e não matam o Salgueiro Maia
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Quando descubro que afinal houveram quatro mortos invés de um e que foi a PIDE que disparou ao calhas a civis e ainda provocou 50 feridos. FDP
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Reação dos ministros e da PIDE no dia 26 de Abril de 1974
E é só isto gente.