Archive for the ‘São teorias’ Category

…alturas em que um adolescente está a passar uma má fase, simplesmente porque a maioria das músicas que a Hayley escreve é sobre problemas com a banda ou problemas com um gajo ou qualquer coisa assim parecida. Eu quando tinha 14 anos era obcecada por Paramore e pelo cabelo laranja da Hayley, até o dia em que os irmãos Farro decidiram abandonar a banda. Eu que estou mais ou menos dentro do que é o mundo música, tocar com outras pessoas e essas coisas assim, sei perfeitamente que tem de haver uma certa química, e é o mesmo para o teatro, se eu partilho o piano com uma pessoa que me dou mal eu vou tocar mal e passar vergonhas, se toco com uma pessoa que até me dou bem, pode não ser o meu melhor amigo, mas vou estar mais segura e tocar bem, porque quando tocas com alguém estão juntos a fazê-lo, e detesto ver bandas a separar-se porque é pior que um break up, estás literalmente a acabar com os teus melhores amigos (se a banda for negócio sério), foi por isso que deixei de gostar de Paramore, para mim já não é mais Paramore sem os irmãos Farro, falta algo.

Mas mesmo assim, porque ainda tenho uma veia da minha adolescência na sua fase primordial, ainda ouço Paramore quando estou fodidi com toda a gente. 
Para quando os amigos não tomam as melhores atitudes
Para quando as pitas (ou pitos) da escola me irritam
Para quando se tem uma atração por alguém ou se está apaixonado
Para quando os amigos arranjam namorado e mudam
Para quando se tira uma má nota
Para momentos-nojentos de amor:
Sem revelação de spoilers

Katniss Everdeen voluntariou-se para participar nos Jogos da fome quando a sua irmã de 12 anos, Primrose, foi escolhida contra todas as chances, era a primeira vez que o seu nome ia ser sorteado, um único papel a nadar com muito outros nomes que a medida que se cresce ou se faz algum tipo de negócio vão sendo sorteados mais vezes. Um único papel, a primeira vez que ela ia ser sorteada e com 12 anos Prim foi escolhida para representar o distrito 12 nos Jogos da fome, onde o objetivo é matar para não ser morto, com menos de 18 anos há 24 crianças que terão de matar se não querem morrer, mas o problema é, só um sai da arena.
Katniss  voluntariou -se para salvar a vida da irmã e não fazia ideia do que lhe esperava na arena.

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Little Prim. Talvez a minha personagem favorita depois da Katniss

Eu não pensava gostar tanto da trilogia de Susanne Collins, o último livro foi de cortar a respiração e admito que chorei no último capitulo, gostei mesmo muito, é das melhores séries de livros que li. Faz pensar se este luxo todo em que vivemos não possa vir destruir a vida dos nossos descendentes. O ambiente que tem sofrido abusos (apesar de nos últimos anos terem surgido medidas para remediar a coisa), a comida desperdiçada, os estados deixados no abandono e no passado, as bombas nucleares do passado, a evolução das armas, a perda de valores, as más decisões que levam ao caos.
O primeiro livro centra-se apenas nos The Hunger Games, onde uma pessoa fica chocada com a crueldade que a nossa raça pode chegar (os jogos da fome lembra-me as arenas romanas com os gladiadores, todo aquele sangue a servir de entretenimento, no inicio não faz sentido nenhum para quem lê que um estado queira por 24 crianças a matarem-se mas quando a Katniss explica o que sabe da história de Panem faz todo o sentido e apesar de ser algo de ficção há por trás uma metáfora e uma teoria que faz todo o sentido). Depois é que começa a revelação de segredos do estado de Panem e alguma crítica a nossa sociedade atual que levou ao atraso daquela sociedade futurista. No livro não sabemos o que é doutros continentes, apenas de Panem que antigamente costumava ser um país chamado estados unidos. Vivem isolados, e penso que tudo isso acontece num espaço de 200 anos, e a tecnologia que eles demoram a atingir em 200 anos provavelmente nos demoraríamos menos de 100. Este atraso lembra-me aquilo que aconteceu na idade medieval (o lema peste, guerra e fome a deixar uma sociedade estagnada durante 200 anos excluindo os séculos onde houve avanços pouco significativos), segundo uma professora minha de história a igreja católica no passado conseguiu atrasar-nos em quase 200 anos, e eu sinto que faz todo o sentido o atraso apesar de para nós, criaturas do ano 2012 ser um bom avanço.
A saga soa a um deja vû porque a história parece um ciclo, aquilo que a Capitol de Panem faz é bastante parecido com aquilo que a inquisição fez e os estados ditatoriais fizeram, a opressão, a censura, o medo, a política centralizada numa única pessoa.
Dois pormenores interessante da obra: os nomes das personagens são estranhos, a Suzanne teve a delicadeza de adaptar os nomes porque eles evoluem com o tempo, uma das personagens principais chama-se Peeta e não é difícil dar-se de conta que é a evolução do nome Peter. E sendo uma altura difícil e de crise, da-mo-nos de conta que as relações humanas são curiosas e provavelmente mais fortes que as da sociedade atual.
Às pessoas que gostam de história, de teorias políticas e livros futuristas que não seja com bichos tipo transformers ou naves espaciais mas com um grande toque humano recomendo a leitura de The Hunger Games que já foi adaptado ao cinema.

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Já disse que gosto muito de criaturas fantásticas? É capaz.
Pareça ou não eu sou admiradora da mitologia grega, criaturas fantásticas e religiosas, gosto dessas criaturas tanto em escritos antigos com em obras contemporâneas. O que posso fazer? Os bichos são épicos.

Anjos

Desde pequena que esta é a criatura fantástica com a qual tenho uma relação mais longa, é a minha favorita das favoritas. Quando era garota achava que os anjos viam tudo o que nós fazíamos, que todos tinham um anjo que via as coisas boas e más e tinha tudo em conta, e numa situação grave o anjo ia salvar a vida da pessoa, só que eram invisíveis, lembro-me que aos quatro anos eu fazia danças e cantava na esperança do meu anjo ou outros ficarem visíveis. A partir de certa idade, aconteceu-me com os anjos aquilo que me aconteceu com o Pai Natal. Poor little Vicky.
Para mim os anjos nem os arcanjos tem sexo, não são nem homens nem mulheres, sexualidade é com os animais, talvez tenham alguma maneira de gostar um dos outros sem ser pela sexualidade, ou talvez tenham uma sexualidade muito própria diferente da nossa. Sabe-se lá, mas sei que são fofinhos e super poderosos.

Hipogrifos

E voar numa coisa destas que é mais rápido que sei lá o que? Ia todos os dias para a escola num destes.

Égua e Grifo ao se unir e acasalarFazem sua cria curiosa sorte compartilhar.Cavalo com cascos e cauda ao meio é,O resto Águia, com garras e unhas até.Como Cavalo ele gosta no verãoDe pastar em prados imersos na cerração,Voar ainda como Águia lhe aprazSobre as nuvens como os sonhos é capaz.Com tal Besta quedei-me encantado,O Hipogrifo, assim ele é chamado.

Unicórnios
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São tão fofinhooos. Gosto muito daqueles representados super coloridos. Posso adoptar um, mãe???

Feiticeiros(as)

Eu gostava de ser uma feiticeira, estudar em hogwarts e viver num mundo de magia, e jogar quidditch claro. Ia lutar contra a magia negra.

Fénix
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Seria um animal de estimação ideal, quando morria, ressuscitava. E é uma ave muito bela.

Deuses Gregos (Diana)

Diana/artemis deusa da lua e da caça. E muito mais.

Zombies

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Poor little Sophia. I miss you.

Não é que os adore, porque são corpos mortos e metáfora de gente burra, mas é que encaixado em histórias, aquilo que personagens fazem para destruí-los faz deles criaturas que gosto de ver em histórias, apesar de ter medo delas porque já tive sonhos em que me perseguiam em multidões.
A minha foto mais recente

Visto que os meus amigos moram há quilómetros de mim e eu tenho ficado na merda porque não saio com ninguém (forever alone) fico com horas livres à tarde que não sei como preencher, ou melhor não sabia até voltar a ver séries e ler livros em massa coisa que não tinha tempo para fazer durante as (j)aulas. 
E eu não vejo nem leio qualquer coisa, sou bastante esquisita, há certos clichés que suporto porque são difíceis de evitar e há coisas boas da história que conseguem compensar essa lacuna, ou pelo menos eu vejo com lacuna. MAS a maioria das coisas é feita a base da mesma sequência e com os mesmos clichés e jesus, eu quase dei comigo a pensar que não gostava de ler porque houve um tempo que não conseguia encontrar algo que gostasse.

  • A personagem consegue sempre cair quando o assassino vai a correr atrás dela – Não sei como, 95% das fugas dalguém tem que incluir uma queda qualquer. Uma pessoa não cai assim tão facilmente, a não ser que seja um sítio com azeite no chão ou uma floresta ou isso, e mesmo assim eu nunca caí facilmente em pinhais, durante todos os anos que andei nos escuteiros só me lembro de ter caído uma vez a sério quando ia a correr (e corri muitas vezes durante a noite no meio do mato), por isso, é estúpido, porque as quedas são relativamente raras, é uma coisa que acontece de vez em quando e uma pessoa fica tão farta que sabe que quando a personagem cai, ela levanta-se, é uma cena feita para o suspense, mas não faz efeito. 
  • A personagem consegue chegar ao aeroporto antes que seja tarde de mais e a amada parta – Típico romance cómico de hollywood. Demasiado usado e um bocado ranhoso.
  • A personagem é traída pelo melhor amigo e pela amada – A única história que teve este cliché que ignorei foi The Walking Dead porque o mundo dos zombies não é propriamente previsível. Compensou. Mas numa história que não inclua o fim do mundo, não suporto que a personagem principal seja dada como morta e depois aparece, e tragicamente, o melhor amigo anda a comer a mulher.
  • “Ele tinha inimigos?” “Não, não, todos o adoravam” – Ainda vou suportando isto, mas todos sabemos que a vítima geralmente é morta por um inimigo com uma razão forte, por isso, donas de casas parem de mentir com a mesma frase, variem um bocado.
  • A mesma sequência de sempre – Num policial comum eu consigo ver quem é o assassino quase que no início do caso porque parece que todos os episódios são feitos com a mesma sequência, e parece que alguém fez um modelo que todos os argumentadores de séries decidiram seguir (daí eu só gostar de Lei & Ordem e Espião fora-de-jogo no género policial e mesmo assim não sou fã e nunca vi o número de episódios suficientes para fazer uma crítica a sério). O assassino é quase sempre aquela pessoa que não é nada suspeita, até ajudou a polícia, e é logo das primeiras a ser interrogadas, esquece-se e descobre-se no fim que é o assassino.
  • Ele não vai morrer porque é a personagem principal – Não que seja conveniente na maioria das histórias, mas se for uma boa história é possível matar a personagem e a história não ficar estúpida, é algo arriscado mas pode-se fazer perfeitamente. 

Lembrei-me de fazer este post porque há muitas cidades em Portugal, ou vilas, ou o que seja, que estão marcadas ou por personagens marcantes, por uma música marcante ou por uma piada marcante. Um facto engraçado é que todas as localidades são do Norte. Tirando uma ou outra que é mais centro mas whatever.

Odivelas 

Eles não tem culpa, mas sempre que faço uma visita de estudo, uma das musicas cantadas que está no top billboard hot 100 das músicas cantadas em autocarros é As meninas de Odivelas. Sempre que me falam de Odivelas lembro-me da música ou começo mesmo a cantar, as meninas de Odivelas as meninas de Odivelas são umas pu, são umas pu…ras donzelas! Pelo menos 70% da população portuguesa conhece a música e 90% da população do Norte. Acho que uma vez estava a ir para o Porto, passei por um letreiro a dizer “Odivelas” e estávamos a cantar a música, se não era essa era uma história similar com o estádio das antas.

Matosinhos
Quem é que não conhece esta celebridade?

Ramada
Não é muito famosa esta, mas havia uma piada qualquer dos Gatos Fedorentos daquelas da meo que foi repetida pelo menos duas vezes e era do género:

-Podíamos oferecer uma viagem para dois a Ramada
-E Onde é que fica a Ramada?
-É só uma das freguesias mais bonitas de Odivelas

Não, contado assim não tem piada nenhuma, mas visto tem, até porque dos anúncios da meo esta é das poucas coisas que tem piada deles.

Cantanhede

É a terra do Renato Seabra. Por isso de cada vez que pela minha terra se vê um autocarro a ir para Cantanhede lembro-me da história e é impossível que não hajam pessoas que façam piadas sobre o saca-rolhas. “Ai o Renato Seabra, ele vive por cá perto, em Coimbra”. Eu costumava lembrar-me de Cantanhede como o sítio que uma pessoa passava para ir ao hospital visitar bebés acabados de nascer, agora já não.

Ribeiradio

Esta já é mais pessoal, vou tentar explicar-vos, sempre que me falam da barragem de Ribeiradio (coisa que não acontece porque é uma população de pouco mais de 1000 pessoas) eu lembro-me dum colega meu e das minhas aulas de geografia porque houve uma questão polémica ou há por causa da construção da barragem em Ribeiradio. Seja como for, a questão é o seguinte, nós estivemos a dar barragens em Geografia A e este meu colega, o Joãozinho das anedotas falou de Ribeiradio como se fosse a capital e meia volta nas aulas ele é do género “Oh professora vamos a Ribeiradio e comemos uma vitela que é uma delícia, olhe que estou a dizer-lhe!”, “Oh professora é que a minha família é de Ribeiradio sabe”, “É, é como em Ribeiradio”, “Oh professora podíamos ir numa visita de estudo a Ribeiradio”. Por isso, se me falam em Ribeiradio eu lembro-me da Vitela e do rapaz a falar da aldeia como se fosse Nova York ou qualquer coisa do género.

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Um rapaz no outro dia deu-me uma opinião acerca dum tema que assombra todas as mentes dos estudantes. Intervalos de 10 minutos que segundo os professores devem servir para fazer as coisas que não deveríamos fazer nas aulas.

Coisas que os 10/15 minutos de intervalo servem segundo os professores:
  • Comer (Demora pelo menos 4 minutos)
  • Fumar (Demora pelo menos 5 minutos, mas sempre acabam por ser 10 minutos)
  • Saltitar e ser-se selvagem (Talvez sejam precisas 3 horas no mínimo dos mínimos)
  • Conversar (Depende da conversa, se for boa pode durar uma hora pelo menos)
  • Tirar fotocópias (A filas nos intervalos é horrível por isso são necessários 15 minutos)
  • Comprar as senhas (o mesmo do cima)
  • Comprar folhas de teste (idem em aspas)
  • Comprar qualquer outro tipo de material ( ” ” “)
  • Ir a casa de banho (Se for rapariga dêem-nos 3-5 minutos, mais possível tempo de espera de 3 minutos)
  • Ouvir música (Aproximadamente 25 horas por dia)
  • Curtir (Depende do gajo, se for bonito, pode ser que meia hora seja suficiente)
  • Mandar mensagens (O tempo de pensar o que escrever, o tempo de espera e responder podem ser dias, pelo que as minhas conversas podem ficar interrompidas para o recolher e retomá-las na alvorada, ou seja, 24 horas seria o tempo ideal)
  • Ir ao cacifo (Os cacifos não são americanos, são uns em cima dos outros pelo que se há uma multidão há um tempo de espera de 2 ou 3 minutos, tirar e por as coisas, mais uns 2 minutos)
  • Retocar a maquilhagem (Depende muito, mas vou fazer uma estimativa de 20 minutos)
  • Ler livros que não são material de aula (Possivelmente 1 ou 2 horas seguidas)
  • Chegar até ao último andar/outro lado da escola (Pode durar 2 ou 3 minutos)
De acordo com os cálculos o tempo ideal de intervalo segundo os professores que nos mandam fazer tudo nos intervalos é o seguinte:
A calcular…

A calcular...
3463.5 minutos
O que equivale a aproximadamente: 58 horas
Com margem de erro de duas horas, ou seja, 60 horas, o que é igual a dois dias e meio.
Vêem? A matemática comprova!

Quando a minha melhor amiga me disse no 7 ano que preferia ter borbulhas a essa idade porque aos 16 anos não iria ter e eu na altura não tinha e ela sim, eu não liguei muito ao que ela disse. É como naqueles filmes de terror em que a pessoa não acredita em espíritos e depois é possuída pelo demónio ou morre na cave, só que no meu caso é com algo mais assustador, borbulhas.

Se eu ainda tivesse uma aglomerado delas que passassem despercebidas, mas o meu problema é que elas surgem poucas mas grandes, centralizadas (no meio na testa, do nariz, do queixo), feias e muitas vezes simétricas com alguma outra que surja. E causam choque nas pessoas, devem ser primas da Lady GaGa.
E não bastava ter estas borbulhas, tinha de me aparecer uma mancha vermelha a volta do olho que criou várias teorias:
  • O meu pai chegou bêbado e espancou-me
  • Tive uma alergia qualquer
  • Andei a bulha com uma gaja e ganhei
  • Sofri de bullying
  • Tenho uma infeção
  • Tenho insónias
  • Bati com a cabeça na mesinha de cabeceira e nem me dei de conta (por mais estranho que pareça, é o mais provável)
  • O meu namorado imaginário bateu-me outra vez
E é só isto.