Archive for the ‘São histórias’ Category

Blogagem coletiva do Christian 
*Sujeito a alterações futuras pois escrevi isto a pressa

Se calhar já ouviram a história que vos vou contar. É das poucas lendas lusitanas urbanas que temos, porque nós nesta cidade e neste país vivemos rodeados de santos, de princesas e réis, e é raro ouvir lendas sobre fantasmas, mulheres de vestido branco e crianças a chorar em quadros.
Esta história é sobre uma mulher de vestido branco que dizem que morreu em Sintra, numa estrada e o seu espírito lá ficou. Muitos afirmam que a viram mas tiveram sorte porque não pararam e não lhe deram boleia, diz-se que ela deu indicações a um casal britânico  e que depois os matou, outras versões dizem que ela não os matou. Mas a história mais conhecida é aquela que vou contar.
Numa noite como todas as outras para a maioria do mundo, um grupo de amigos ia num carro numa estrada em Sintra a caminho dalgum lado que nunca chegariam quando um dos rapazes se apercebeu que havia alguém a beira da estrada, a rapariga ao lado do condutor disse “tás parvo?! Continua!” mas ele ignorou-a e decidiu parar. A rapariga entrou no carro como uma figura perturbante e misteriosa,  e perguntaram-lhe o que estava ali a fazer no meio da noite, ela não respondeu, perguntaram-lhe se ela queria ou precisava dalguma coisa, ela disse que não, perguntaram-lhe o seu nome e ela disse que se chamava Teresa. A viagem continuou, algo constrangedora, e a certa altura, Teresa levanta a mão e aponta “Estão a ver? Ali ao fundo? Foi ali que eu tive o acidente e morri”. As caras dos jovens foram inundadas pela dúvida e depois pelo horror, e o carro, capotou. Investigações revelaram, que em 1983, ali mesmo uma rapariga de nome Teresa Fidalgo morrera naquela estrada.
A história começou a circular na web por causa dum vídeo. Uns diziam que era um vídeo recuperado do acidente, outros diziam que era apenas uma curta metragem a retratar a história dos jovens que morreram no acidente, outros diziam que era apenas uma curta metragem. Durante muito tempo nunca se soube quem exatamente tinha colocado o vídeo online, houve uma grande polémica, o mundo inteiro estava a comentar o caso da dama de branco portuguesa, até que certa altura surgiu uma pessoa a declarar os direitos do vídeo, o autor, David Rebordão, admitiu que era apenas uma curta-metragem.
Mas mesmo assim, o mistério continua porque quem conta um conto acrescenta um ponto, e Teresa acabou por ganhar um lugar nas lendas do país e assustar crianças como eu fui, e quando andamos em estradas escuras, há quem diga que a Teresa vai aparecer, para se vingar em inocentes da sua morte prematura.*

Ps: Há a versão chunga em que ela vai se vai deitar contigo se não reencaminhares o e-mail mas isso é demasiado labrego e idiota

Catalunya

Posted: April 12, 2012 in Bipolaridades, São histórias
Uma das poucas fotos tiradas e foi no Andante. Mas vale na mesma. E não há nada melhor.

Já tinha ido a Catalunya antes como dizem os Catalanes, e já tinha feito um post sobre Barcelona (sinceramente eu penso da fuq quando leio as coisas que escrevia dantes! Jesus! Que pita eu a abusar do ponto de exclamação!).
~Le reacção vendo o texto e outras coisas escritas no ano passado cheias de pontos de exclamação irritantes:

Já tinha ido aos sítios turísticos e desta vez fui aos sítios conhecendo a planta do metro e os caminhos. Ou seja andava a caminhar nas ramblas like a boss sem fazer figura de turista coisa que não gosto de fazer.
Tirando quando me perdia nos centro comerciais porque eu não vivo nem em Lisboa nem no Porto e portanto não estou habituada a grandes coisas grandes por isso não era tanto like a boss nesses sítios, ou quando me perdia na fnac de três andares e não encontrava a saída. Mas vá lá, aqui na minha terrinha só há uma loja de cd’s, um Burguer King que é muito longe e os autocarros são em menor quantidade e não são em cada cinco ou sete minutos, mereço um desconto.
Foi a viagem mais estranha, passei dois dias em casa sem fazer um cu, ou não porque estive a ver Supernatural, choveu muito e por isso não fui a praia o que me deprimiu porque os catalanes são bonitos e ir a praia em Barcelona permite uma visão mais alargada visto que há mais nacionalidades, e é sempre muito bom ver o multi-culturismo no seu melhor, há sempre certas vantagens segundo esta visão filosófica que estudei há pouco tempo.
Estava eu a dizer, foram as férias mais estranhas. Só para terem uma noção eu fui a um sítio de reprodução humana assistida e vi aqueles quartitos onde os homens retirar a sementinha para dar a mamã, haviam revistas e uma televisão para alegria da malta masculina. E segundo a minha irmã os homens podem levar a mulher para despachar o assunto.
Ainda dos factos awkwards: houve um senhor chamado Centurião que foi arranjar lá a casa e uma das moças perguntou-lhe assim “Oh Centauro, tu queres uma cerveja ou um café?”. Fail like a boss.
De resto foram compras, ramblas, degustação dum macaroon – estava bom-, ramblas, fnac, supernatural, metro, compras e passear nas ruas de Barcelona que não são tão turísticas.

E voltei a Portugal com uma certa angústia e entusiasmo por estar em casa. Feliz e triste cá estamos, de volta aos estudos, cansada mas com energia. Não sei se voltarei a Barcelona de novo, gostei, mas já fui lá duas vezes, agora ando a pensar em França e Itália. E a imaginar fazer uma viagem pelos EUA de caravana com uns quantos amigos, cruzar os estados duma costa a outra, mas antes tenho de fazer o interrail super like a boss com os meus amigos. Sonhar não paga portagens, nem gasolina, nem nenhum imposto adicional portanto posso. E também não tem seguro de vida.

Ish que merda não fui ao Portaventura.

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Não a conhecem? Não sabem quem ela foi? Não faz mal, eu também não. Mas quando vi a cara dela numa foto não me foi estranha porque ela era da minha secundária. Tinha 19 anos, morreu as portas do hospital, o meu pai diz que se calhar foi o acidente de sábado quando passaram uma série de ambulâncias perto de casa, o INEM e o abre-latas (ou lá o que é que lhe chamam). Soube de manhã, as pessoas estão chocadas, toda a gente conhece alguém que conhecia a  Maria Carolina. Causa de morte: hemorragias, traumatismos. Causa do acidente: excesso de velocidade.
O meu professor de inglês disse que era uma excelente aluna sua, e as más línguas dizem que o namorado, já era um imprudente de primeira na estrada. Não o culpo, disseram-me que já morreu, e se calhar tenha sido o melhor, ele matou acidentalmente o namorada. E se estiver vivo, não sei, sinceramente e sem sarcasmos desejo-lhe forças para superar o trauma do homicídio involuntário se acordar com consciência.
O facto é que, eu gostava de saber o que realmente aconteceu, mas as notícias são vagas (realmente, quem quer saber dum acidente que matou dois jovens no cú de judas? Não dá dinheiro a ninguém) e as pessoas que conheciam a Maria Carolina estão em choque, por isso ninguém quer falar disso, é cagar e andar como se diz no Porto.
É o terceiro post sobre acidentes que faço, é a segunda vez que um acidente me choca em menos de um ano. No sábado, quando a minha irmã me falou dum carro que se espetou na casa de não sei quem e houveram muitos estragos mas o homenzinho saiu do carro sem um arranhão pus-me a pensar porque raio é que há tantos acidentes a minha volta. Depois o meu pai explicou-me que Aveiro e Leiria são as cidades onde há mais acidentes de carro em Portugal. E além disso vivo numa linha recta e as pessoas abusam da velocidade porque é fixe, há acidentes todos os anos, se é que não são mais. É por isso que há tantos acidentes a minha volta, não sei, eu as vezes sinto como se fosse um dia morrer num carro como a Maria Carolina.
É fixe acabar com a vida duma adolescente de 19 anos? É fixe? Muito bonito sim senhor, ela tinha a vida toda a pela frente, ela podia mudar o mundo, mas já não o vai fazer porque está morta. E eu aqui a chorar sobre o leite derramado da minha segunda nota nojenta a macs e porque estou chateada com a minha melhor amiga. Eu posso fazer tudo o que eu quiser agora. Eu posso ser quem eu quiser, posso recuperar a nota se meter na cabeça que tenho de estudar, enquanto que a Maria Carolina está morta, não há remédio, morreu e ponto final. Eu não a conhecia, não sei quem ela foi, mas fiquei chocada porque ela era três anos mais velha que eu. E está morta, morta. É um cadáver esmagado, com ossos partidos, orgãos amassados. E não vai voltar, o irmão disse que ela era a melhor pessoa do mundo e que não merecia morrer assim, o pai começou a gritar que lhe roubaram a filha, roubaram-lhe a filha. Quantos mais vão continuar a morrer na estrada? As portas do hospital? Por culpa doutros? Quantas vidas mais são precisas? E se formos nós amanhã? Daqui a bocado? E se for o meu sobrinho que faz 10 semanas dentro da minha irmã esta semana? E se forem vocês? Os vossos filhos? Os vossos pais? Aquela criança fofinha que viram ontem no centro comercial? Quantos mais terão de deixar de caminhar, ou pior, deixar de se mexer por completo? Quantos mais terão de perder membros? Quantos mais? Quantos mais adolescentes como a Maria Carolina terão de morrer para que as pessoas metam na cabeça que é preciso andar com cuidado?
Uma pessoa com a qual eu provavelmente me cruzei nos corredores várias vezes já não respira, não se mexe, não tem mais a hipótese de ser alguém. Ela não vai voltar a abrir os olhos. É um cadáver frio enterrado com um nome na campa. A Maria Carolina está morta e ninguém realmente se interessa para além da família e de quem a conhecia. É injusto sabem? E revolta-me porque ela era uma miúda. E está morta. É um cadáver e não vai voltar, e os seus sonhos morreram com ela. Espero que as pessoas se lembrem que, há muitas e muitos mais Maria Carolinas por aí. Ela é só mais uma vítima.

Descansa em paz Maria Carolina.

Ps: Nome alterado

Acho que desde sempre o destino, assim lhe chamarei, me levou aos lugares mais surpreendentes e fez conhecer pessoas fantásticas mas sem me prender nelas, elas entram na minha vida e partem, com ou sem aviso, e eu fui-me habituando a isso, mas a excepção comprova a regra e já tive decepções e tenho uma família, diria que tenho duas irmãs de sangue e uma sem laço de sangue, há uma frase que diz que melhores amigos não são nossos amigos – são da nossa família. E agora que sei que vai um membro entrar na minha família, eu quero que ele ou ela faça parte da minha vida e não que saia com a mesma facilidade com que entrará. Vou-lhe oferecer um peluche e não vou fazer como a minha madrinha, que me ofereceu um peluche quando nasci e há quase uma década que não entra em contacto comigo. Não a culpo, mas não quero ser como ela, que tudo o que tenho dela é um peluche.
Pelo tempo que por aqui ando conheci uma russa que me disse que privjet era olá, diz-se priviat e confessou as desgraças que o padrasto a fazia passar; uma muçulmana que me levou a casa dela no ramadão (lembro-me da casa decorada como se fosse carnaval), uma família luso-inglesa, um velho espanhol que me contou histórias sobre a guerra civil e a II guerra mundial; conheci uma rockeira que me incentivou a ouvir rock e que mais tarde se perdeu nas drogas se os rumores não mentem, conheci um rockeiro que me explicou tudo sobre grunge e me roubou o coração para mais tarde o partir, conheci um gótico que me vai contando as suas teorias anarquistas, conheci um rapaz que me vai roubando os livros e sem consciência, o coração – é que eu não controlo tudo, e mesmo que esteja apaixonada não estou aprisionada. E tenho essa vença de ir conhecendo pessoas fantásticas sem me prender, porque eu acho que se me prendo, a magia vira-se contra mim e perco o interesse (mais uma vez, a excepção comprova a regra), por isso vario nas companhias, não por interesse mas para eu própria não me cansar das pessoas. Portanto, eu passo muito tempo longe de determinadas pessoas e depois volto a aproximar-me, não quando quero ou preciso de algo, mas quando me sinto preparada para voltar a reencontrar a magia nelas, e por isso elas acham-me um pouco misteriosa.
No fim tudo o que resta são memórias, nomes que ainda recordo, citações que ainda consigo enxergar num dia caloroso dum parque húmido, sorrisos, caras a fragmentar-se enquanto vão rodando a minha volta – na minha mente, gritos que ouço quando vou a sítios que me levam a ter flashbacks, sentimentos perdidos, lições deixadas antes de partir.
Eu não me esqueço.

Christmas Memories

Posted: December 10, 2011 in São histórias
Não tenho a certeza se este natal vai ser daqueles que vou lembrar porque sinto que as pessoas não estão a aderir muito ao movimento natalício mas duma coisa eu tenho a certeza: Vai ser menos materialista por causa da crise e por isso eu ainda estou com a esperança que aconteça algo giro, ou pelo menos este será dos natais menos materialistas que vou viver. Lembro-me quando tinha quatro ou cinco anos e estava a ver o filme da múmia, o meu pai disse-me para me ir deitar porque o pai natal não ia a casa dos meninos e meninas que estivessem acordados até tarde, chateei-me, não consegui acabar de ver o filme e fui-me deitar.
De manhã, acordei e fui a correr para perto da árvore de natal. Histérica comecei a abrir os meus presentes e os das minhas irmãs. Tinha recebido uma casa de bonecas do meu tamanho, um berço com um armário para nenucos, um cão de peluche enorme, um aspirador falso, um carro telecomandado, roupa e mais umas quantas coisas. Esses natais eram mágicos. Os pequenos almoços de panquecas e bacon, as mascotes da disney a tirar fotos comigo nos restaurantes, os fogos de artifício da Disney World, a casa enfeitada, os americanos obcecados com a ideia de ser natal, a minha família sempre a abraçar-me. Havia uma paz e uma segurança de que tudo corria bem, que os meus pais me protegeriam acontece o que acontecesse, era criança, o capitalismo estava do nosso lado e os americanos eram simpáticos.
E apesar de terem passados dez anos isso não implica que, embora já não haja grandes espetáculos de fogos de artifício e muitos presentes, não hajam natais memoráveis. 
No ano passado tive das melhores memórias de natal. A minha turma e eu fizemos uma dança que conjugou bailarinas de ballet, disco girls, rapazes da década 80 e zombies no sarau, e ainda cantamos a música All I want for Christmass is you. Os professores que se queixavam do nosso comportamento estavam com lágrimas no rosto. Soe convencido ou não, acho que a minha turma foi a melhor performance.
Na noite, pouco antes do espetáculo, fomos todos jantar por dois euros a um sítio baratinho, os rapazes com as unhas pintadas de preto para a dança dos zombies, eu a fingir que ignorava o meu namoradito da altura, as pipocas com molho de morango que nos ofereceram pelo serviço estar a demorar, a união da turma, o momento em que nos esgueiramos para fora da escola à noite num pequeno grupo e ele me deu um beijo de surpresa num túnel, o momento em que subimos ao palco e tremíamos de nervos dos pés a cabeça. A adrenalina, a união, os nervos, o espírito natalício e adolescente misturado. 
E vocês, tem alguma memória memorável de natal? Qual?
O bolo de ontem. Estou em depressão pós-fim-de-semana-e-pós-desaparecimento-do-bolo-que-tinha-tabletes-de-chocolate-na-borda-e-era-muito-bom-com-amêndoas-e-tudo

São Paulo, Madrid, Caracas, Orlando, Aveiro, Paris. Estas são algumas das cidades nas quais tu trabalhaste. Aprendeste um pouco de português, um pouco de inglês, espanhol já o sabias, e foste-te safando por aí. O teu sonho é ser pintor, mas só depois de eu acabar a universidade dizes tu.
De barco atravessaste o atlântico, viajaste de Caracas, parando para um passeio em Lisboa, a Madrid várias vezes para visitares a família do teu pai. Vagueaste com os meus avós pela aldeia espanhola que eu visitaria duas vezes mais tarde, lembro-me quando era pequenina e o tio-avó me arrastou para um passeio por aqueles montes; as velhas histórias da guerra civil, a praça de touros, as casas de pedras não muito diferentes às casas do interior de Portugal, uma casa que tinha uma criança ou um adolescente a qual fui parar e todos me julgaram perdida, a mãe da criança levou-me pela mão para junto da minha família e tudo ficou bem (ou terei sonhado com isto?).
Desmontaste uma rádio e ficaste de castigo, viveste a guerra fria na pele, ouves dizer que Fidel Castro vai cair este ano todos os anos, desde os tempos do Kennedy e da primeira dama Jacquelinne à queda do muro, desde o 11 de Setembro à crise atual. Mantens sempre a esperança, dizes que as coisas se vão resolver, que arranjas sempre uma saída. E arranjas.
Na universidade intercalavas o estudo da engenharia pelos turnos dum bombeiro que salvou gatos e pessoas, um dia deixaste-te da vida de jovem herói para te dedicares a vida de chefe de família, em 1984 nasceu uma bebé que mas tarde verias com um vestido de noiva. Três anos depois nasceu a minha outra irmã. Trabalhavas no metro, viajaste pelo mundo, tratavas de mudar a cor dos “semáforos”, andaste a pé dentro dos túneis, viste vários suicídios e homicídios.
Depois começaste a dedicar-te ao trabalho de empresário, montaste uma empresa com a mãe que seria a maior e melhor do seu ramo, foste confundido com um traficante ou assassino num aeroporto por teres o mesmo nome que o criminoso, abriste uma nova empresa em Flórida, levaste-me a parques de diversão, a vários estados nos EUA, a Toys R Us todos os dias e obrigava-te a comprares-me carritos da hot wheels.
Viemos viver para Portugal, trabalhaste naquilo que não gostavas porque não havia mais nada e o dinheiro fazia falta, não te queriam dar a nacionalidade portuguesa. Contrataste um amigo advogado e por seres do Benfica, comeres bacalhau no natal, ires a Fátima periodicamente e seres casado com uma portuguesa eles aceitaram-te como cidadão da república portuguesa.
E ontem fizeste anos.

Estás a ficar velho pai não é por nada.

Melhores amigas(os)

Posted: November 14, 2011 in Bipolaridades, São histórias

Na aula de macs eu e a A.Physco tavamos a comentar o que era ser e ter uma melhor amiga, o que é que as melhores amigas faziam e o que é que as faziam tão especiais. Ela dizia que a melhor amiga dela entrou na vida dela e mostrou-lhe que as pessoas podiam realmente acreditar nela e não deixa-la para trás. Eu acho que foi mais ou menos isso que eu fiz à minha melhor amiga, a Waffles/Pancakes.

Quando conheci a Waffles ela não me chamou a atenção, era mais uma menina tímida, fechada e reservada na minha turma. Falavamos, mas nada de jeito, era o 7 ano e andavamos com quem calhava por uma questão de sobrevivência, eramos pequenos, caloiros e pessoas mais velhas metiam algum medo. Ainda penso naquelas crianças fofinhas que dum momento para o outro deixaram de ter medo de dizer asneiras. Ainda penso em mim e nela com 12 anos, eramos pequenas, inocentes, caladas.
Foi só perto do Verão que eu me sentei ao lado dela e falamos a sério. O tema era o artista techno Basshunter, ainda é um dos nossos favoritos, mostrei-lhe umas músicas porque andava ainda na onda da mtv dance na altura, era isso, os Linkin Park e a Avril Lavigne. Lembro-me quando estavamos num autocarro e ela se virou para mim e me perguntou qual era a minha cantora favorita.
             -Avril Lavigne!
             -Oh não gosto nada dela! (ela meteu-se a falar mal da I don’t have to try e Girlfriend)
             -Ela é fixe até
             -Sabes as letras todas dela?!
             -Não
             -Se não sabes as letras todas dela não és fã!
Claro que ela desceu da minha consideração no momento, só que ignorei isso (e mais tarde rimo-nos disto, especialmente porque ela não se lembra e teima a dizer que estou a inventar). E chegou o dia que lhe mostrei os Green Day, aquilo virou o nosso mundo ao contrário. Ela mostrou-me uma visão diferente da vida, eu teria deixado de ligar aos Green Day se não fosse ela, eu não comprenderia o mundo tão bem se não fosse ela, eu não seria a pessoa que eu sou hoje. Ela é das pessoas mais importantes da minha vida.
A conclusão que eu tiro é que as melhores amigas a sério são como a máfia, uma vez que entramos é muito dificil sair. E quando tentamos sair levamos um tiro.
Nos momentos mais fáceis, nos momentos mais dificeis, nos melhores momentos, nos piores momentos, com as melhores pessoas, com as piores pessoas, na saúde, na doença. Estas amizades são tão particulares que um colega meu diz que não se lembra do dia que começou a namorar com a actual ex mas que tem bem claro na memória o dia que a amizade dele com a melhor amiga faz anos. Eu não me lembro mas adivinha, eu adoro-te e é tudo o que tenho a dizer. Ah e eles não prestam.
I love you and you know it. Us against the world and fuck the rest, they all suck -.- I hope you‘re not crying or something. And no, i won’t delete this post. 
Quem manda no meu blog sou eu u_u
E isto de mudar a cor das letras da trabalho, por isso vai ficar cor de rosa. You are the best e se eles não gostam fodassem-se u_u