Archive for the ‘Contemporaneonissimo’ Category

Escrito no dia 25 de Outubro de 2012, no dia que se seguiu da manifestação que houve em Aveiro, em Coimbra e no Porto de estudantes do ensino secundário (na teoria do básico também mas miúdos de 12 anos ainda não tem ou não deveriam ter o estômago para digerir o que se tem passado nos últimos dois anos). Eu não fui, e por ter sido um bocado estúpida e ter faltado queria fazer pelo menos um elogio a quem foi porque me representaram na manif. A próxima podem crer que vos acompanho.

Nós somos os filhos órfãos da democracia. Aprendemos sem os nossos pais nos ensinarem, porque os nossos pais e os seus pais podem contar-nos histórias de Grândulas Vilamorenas, sobre Salazares, sobre Cravos mas não sabem dizer ao certo o que é a democracia. Nós somos diferentes. Há algo diferente em nós. Chamem-nos de putos, chamem-nos de imaturos, digam-me que eu sou apenas uma pirralha, podem dizer que foi uma birra se quiserem porque vocês nunca entenderão, vivem demasiado presos no vosso passado colonial e mundo salazarista que acham que tudo o que aconteceu, acontece e acontecerá depois não será nada, porque vocês passaram muitos trabalhos e no vosso tempo tudo foi muito difícil e custoso e nós somos crianças mimadas com tudo de mão beijada, claro está.
Há algo diferente em nós, e vocês não reparam porque acham que tudo é uma fase em nós, uma mudança de humor como a subida e descida do preço do petróleo, mas se quiserem ouvir-me, se quiserem saber a realidade dentro do que acontece dentro das paredes das secundárias e colégios, eu conto-vos histórias.
Admito, muitos que saltam e gritam só saltam e gritam porque são adolescentes, são rebeldes sem noção da causa, mas não somos todos assim, eu explico-vos:
Eu mudei, os meus amigos também mudaram e os meus colegas também, alguns estão a tomar decisões dolorosas, vemos os nossos pais a procurar emprego no exterior e nos piores dias saímos da escola sem saber muito bem se teremos uma bolsa, ou se valerá a pena ter uma bolsa. Conheço quem faça planos rebuscados para estudar no exterior no final do décimo-segundo, conheço quem tenha pais que vão trabalhar para o exterior e ficam a viver com os avós, ninguém tem o direito de separar famílias. Afinal mandaram-nos emigrar.
Ouço pequenos relatos de quem antes almoçava ou jantava fora todos os sábados e há anos já não vai, as praças de restauração dos centro comerciais estão vazios, os cafés estão vazios, os restaurantes estão vazios e as lojas tem uma esperança média de vida de cinco meses.
A nossa geração está a viver uma crise que outras não viveram, não temos tantas coisas como os miúdos doutros tempos, não passamos fome, mas foi uma mudança, e as mudanças custam, e este tipo de coisas mudam-nos.

Não vivemos no desespero, somos crianças felizes que conversam em sotaques esquisitos, cantam músicas estranhas e baixam a voz quando se fala de sexo, dizemos parvoíces e contamos piadas. Não somos todos iguais, é verdade, a minha geração é tão dramática e depressiva, se fizessem um estudo sobre em que geração desde há 100 anos haviam mais casos de pulsos cortados e depressões, a minha ficaria em primeiro lugar, a situação é tão grave que hoje na brincadeira uma amiga minha disse que eu cortava os pulsos e a minha colega russa puxou-me os pulsos e virou-os para verificar que eu não o fazia.
Mas falemos do que aconteceu e acontece durante crise, nós crescemos, sim era o que nos ia acontecer se não houvesse crise, só que teria sido diferente. Nós mudamos com a crise duma maneira que jovens que não passam por uma crise não mudam. Há algo que faltou na nossa educação quando éramos pequenos, uma palavra muito bonita chamada Democracia, não culpo os nossos pais, eles não sabiam e não precisavam de saber, o estado que tratasse do assunto. Hoje as coisas são diferentes, o povo está a procurar formas de tratar do assunto, e estas coisas que acontecem no país não nos deixam intactos, todos os dias há algo de novo, as manifestações são frequentes e nós também temos de participar porque nós somos a juventude da nação e somos o maior investimento possível, nós estamos a procurar formas de sermos ouvidos e não nos vamos calar, nos estamos mais unidos do que nunca e vamos erguer-nos, porque se há uma área, para além da saúde, que não pode ser cortada é a educação, mas eu entendo, é preciso um curso superior para entender que se fazem cortes na educação vão perder-nos.

Ai, cortes não, cortes não, cortes não! 

Advertisements
Blogagem coletiva do Christian 
*Sujeito a alterações futuras pois escrevi isto a pressa

Se calhar já ouviram a história que vos vou contar. É das poucas lendas lusitanas urbanas que temos, porque nós nesta cidade e neste país vivemos rodeados de santos, de princesas e réis, e é raro ouvir lendas sobre fantasmas, mulheres de vestido branco e crianças a chorar em quadros.
Esta história é sobre uma mulher de vestido branco que dizem que morreu em Sintra, numa estrada e o seu espírito lá ficou. Muitos afirmam que a viram mas tiveram sorte porque não pararam e não lhe deram boleia, diz-se que ela deu indicações a um casal britânico  e que depois os matou, outras versões dizem que ela não os matou. Mas a história mais conhecida é aquela que vou contar.
Numa noite como todas as outras para a maioria do mundo, um grupo de amigos ia num carro numa estrada em Sintra a caminho dalgum lado que nunca chegariam quando um dos rapazes se apercebeu que havia alguém a beira da estrada, a rapariga ao lado do condutor disse “tás parvo?! Continua!” mas ele ignorou-a e decidiu parar. A rapariga entrou no carro como uma figura perturbante e misteriosa,  e perguntaram-lhe o que estava ali a fazer no meio da noite, ela não respondeu, perguntaram-lhe se ela queria ou precisava dalguma coisa, ela disse que não, perguntaram-lhe o seu nome e ela disse que se chamava Teresa. A viagem continuou, algo constrangedora, e a certa altura, Teresa levanta a mão e aponta “Estão a ver? Ali ao fundo? Foi ali que eu tive o acidente e morri”. As caras dos jovens foram inundadas pela dúvida e depois pelo horror, e o carro, capotou. Investigações revelaram, que em 1983, ali mesmo uma rapariga de nome Teresa Fidalgo morrera naquela estrada.
A história começou a circular na web por causa dum vídeo. Uns diziam que era um vídeo recuperado do acidente, outros diziam que era apenas uma curta metragem a retratar a história dos jovens que morreram no acidente, outros diziam que era apenas uma curta metragem. Durante muito tempo nunca se soube quem exatamente tinha colocado o vídeo online, houve uma grande polémica, o mundo inteiro estava a comentar o caso da dama de branco portuguesa, até que certa altura surgiu uma pessoa a declarar os direitos do vídeo, o autor, David Rebordão, admitiu que era apenas uma curta-metragem.
Mas mesmo assim, o mistério continua porque quem conta um conto acrescenta um ponto, e Teresa acabou por ganhar um lugar nas lendas do país e assustar crianças como eu fui, e quando andamos em estradas escuras, há quem diga que a Teresa vai aparecer, para se vingar em inocentes da sua morte prematura.*

Ps: Há a versão chunga em que ela vai se vai deitar contigo se não reencaminhares o e-mail mas isso é demasiado labrego e idiota

Opa luso style!

Posted: October 30, 2012 in Contemporaneonissimo

São filhos de lusos com nomes norte-americanos mas os seus apelidos são portugueses, chamam-se Portuguese Kids e são um grupo de comédia que decidiram retratar o lado mais épico de crescer numa família portuguesa.
Açores e a Madeira ganham destaque no canal deles como hão de reparar nos vídeos, pelo menos Lisboa não é a protagonista pela primeira vez haha, tomaa!.
Vejam majé.

Lusitanos, desde 1500* a navegar pelo mundo e a espalhar a cultura portuguesa. Fuck yeah! 
*Possivelmente antes, eu sei

Eu lembro-me, no 25 de Abril deste ano, que no twitter os portugueses estavam todos revoltados porque os brasileiros andavam a interpretar o 25 de Abril como o dia do concerto dos One Direction e estavam todos vermelhinhos a insultar os brasileiros, a chamá-los uns ignorantes, e que deveriam saber que era o dia do fim da ditadura em Portugal porque era algo muito importante, ora, esta é mais ou menos a reacção que eu tenho por dentro de cada vez que portugueses fazem comentário e comparações absurdas sobre o que é a Venezuela mas tive de ser mais tolerante e paciente. Sim Victória porque raio te deu para falar disso tu nunca falas da Venezuela e agora meia volta lembras-te que és venezuelana também, não se preocupem eu também penso o mesmo.
Quando digo portugueses não digo os 10 milhões mais todos aqueles que andam por aí mundo fora, dirijo-me a aqueles portugueses que não sabem o que é a Venezuela e falam como se conhecessem o estado daquele país. Aposto que um terço deles ainda dizem que fica na África.
É assim caros patriotas ou nem tanto, vocês não sabem o que é a Venezuela até passarem uma semana em Caracas, com água cortada, com um presidente a fazer tempo de antena todas as semanas, com tiroteios e com comida que é tipo racionada. Vocês percebem um pouco melhor o que é a crise agora que há crise a sério, mas não me venham foder a cabeça com:

  • “Ai em Portugal também é o mesmo”
  • “Ai mas a rainha de Inglaterra também não permite que a insultem”
  • “Ai mas isso não é nada de especial”
  • “Ai mas morrem pessoas todos os dias”
  • “Ai mas é mentira porque no jornal e na net eu vi que a Venezuela tem um enorme índice de desenvolvimento”
  • “Ai mas é mentira porque a avó do Márcio disse que estavam a chuver chouriças”

Eu vou espancar a próxima pessoa que fizer um comentário ou comparação desse tipo, porque só pode dizer como as coisas realmente são as pessoas que realmente sabem como as coisas são, há muita contra informação, mesmo muita, por isso, eu deveria perdoar-vos, mas uma pessoa perde a paciência a fim de 14 anos de ditadura sabem? Já tinham tempo de ter feito pesquisas, de terem ido ver vídeos do Chavez a falar, de tirarem algumas conclusões, de terem falado com outras gentes porque luso-venezuelanos é o que não faltam, basta irem a uma padaria ao dobrar da esquina. Se sabem tanto sobre o assunto.
É que nem vale a pena discutir porque este conjunto de portugueses não vai entender e vai responder da maneira mais estúpida possível e fazem a comparação mais idiota de sempre,  fazem o favor e calam a boca, tenham muito cuidadinho com o que dizem porque as coisas que já ouvi equivalem a:

  • Salazar da Oliveira foi o primeiro rei de Portugal
  • Em Portugal as pessoas não sabem o que é a cera depilatória e todos usam um bigodinho
  • Em Portugal a crise não é nada grave, é mentira dizer que os jovens tem dificuldade em arranjar emprego, é algo absurdo, a vida em Portugal é como na Alemanha
  • O governo português é amado por pelo menos 80 por cento dos seus cidadãos, e nos últimos anos a qualidade de vida tem vindo a aumentar explosivamente
  • Sócrates foi sem dúvida o melhor ministro de Portugal e ele deverá ser exemplo para todos os seus sucessores mas jamais haverá um tão bom como ele
  • A avó do Márcio jamais disse que estavam a chuver chouriças e o Hélio nunca caiu do skate dele
Gostariam de andar a ouvir isto sempre que tentassem falar da dificuldade que a troika e a crise trouxeram? Ah bem me parecia. Lembrem-se da situação que descrevi no início do post e vão entender-me melhor um bocadinho, e antes de fazerem algum tipo de comparação, investiguem, porque vocês não sabem se eu não trabalho para o governo e este post é para vos enganar.  

14 anos

Posted: October 5, 2012 in Contemporaneonissimo

Desde que tenho dois anos. Desde que tenho dois anos, sabe? Pouco tempo depois de eu ter começado a ver o real, a criar as memórias mais antigas, aí você estava, com uma arma na mão e milhões de mentiras na boca, pronto para destruir-me a mim e milhões de pessoas. E lamento-me por dizer que conseguiu em parte,  porque eu não sei nada da história do país que eu nasci, eu só sei falar espanhol porque o resto da minha família fala, eu não sei o hino, eu não sei os estados ou cidades, eu não sei ao certo as fronteiras que faz, e o mais incrível, é que eu estou a escrever este texto em português porque não conseguiria desenvolve-lo em espanhol da maneira como vou desenvolver, Bolivar teria vergonha, eu sei que ele teria vergonha de mim, eu penso em português que é a língua do país que me salvou dum futuro alternativo que teria sido sangue, crianças deixadas para trás e o meu corpo no chão violado e inerte, sem vida, sem futuro.
Mas o futuro é só uma ideia, uma projecção, o futuro não existe, nunca existiu, nem nunca existirá, o que eu procuro é por um sonho louco, por um espírito que acredite mais, porque eu quase que sou uma ateu involuntária em tantos assuntos, incluindo Deus. Ontem uma das pessoas mais loucas que conheço leu-me a aura (coisa de loucos, não?) e ele disse-me qualquer coisa que era pouco iluminada, que tinha assim uma energia muito fraca, que eu não acreditava em muita coisa, acho que disse que a cor era cinza. Pode ser que me estivesse a iludir com mais uma das suas teorias loucas que adoro ouvir, ou pode ser que ele tivesse visto a minha aura mesmo, mas seja como for, ele tem razão, eu tenho-me sentido envolta num véu cinzento na minha vida nos últimos meses, especialmente nestas últimas semanas.
Mas ilude-se a criatura que pensar que eu perdi velocidade ou resistência, eu continuo na corrida, eu estou mais forte, mais rápida e esperta que nunca, eu sou jovem e digo não todos os dias ao Deus da morte. Eu aprendi a criticar, eu aprendi a investigar, eu tenho a verdade aqui, dentro de mim, e continuo viva, eu aprendi a lutar contra o que me tenta destruir, eu aprendi a recuperar algo que considerei perdido para sempre, eu aprendi que não podia esquecer as minhas raízes porque são elas que fazem o troncos, os ramos e as folhas reais, eu aprendi muita coisa desde que estive fora, yo volvi a hablar español y en poco tiempo volvere a tener mi acento original.
14 anos. Passaram 14 anos e aprendi tanta coisa. Iria surpreender-se com tudo aquilo que eu aprendi. Eu aprendi a paz, eu aprendi a democracia, eu aprendi o ódio, eu aprendi a ditadura, eu aprendi a tolerância, eu aprendi a crise, eu aprendi a autenticidade, eu aprendi palavras como Wabi-sabi e Wanderlust, expressões como Carpe Diem e Memento Mori, eu aprendi o amor e todo o seu conteúdo agridoce, eu aprendi a amizade e o seu valor e alto custo, eu aprendi a música e a senti-la com todo o meu corpo e a reproduzi-la eu própria, eu aprendi noites em branco e doze horas de sonos, eu aprendi os romanos e os gregos, eu aprendi a Internet e as SMS às 4 da manhã. Eu aprendi a não ter medo de enfrentar as pessoas que você conseguiu influenciar e dizer-lhes o que pensava, mesmo sentindo o perigo e toda a opressão irracional, eu aprendi o suficiente para argumentar e contra argumentar, contra si, contra tudo aquilo que você representa, e não preciso do insultar porque a justiça e a verdade está do meu lado. Basta pensar que você alterou a constituição para ser presidente durante o tempo que quisesse, e olhe para si, está a morrer e não o consegue admitir.
Eu vou voltar um dia, eu garanto-lhe que vou e vou ver paz, estabilidade e esse sonho louco. Dalguma maneira ou da outra continua a ser o país em que nasci. Você esquece-se que eu sou jovem, que enquanto você estiver debaixo de terra, nos teremos ainda hipóteses de ter muitas festas para ir, crianças para inspirar e projectos para completar. O mundo continua senhor presidente Hugo Chavez, você há de morrer e sete eras de ouro hão de vir.

Esta é a bandeira de Portugal. Ao contrário. O que significa um pedido de socorro internacional. Que giro. O país está mesmo as avessas. Ó’ só para a cara de Oh meu Deus duns quantos dali, especialmente do homem à esquerda, parece que está quase a chorar. Chorem, chorem, que quanto mais choram, menos mijam. 

Quando me refiro a uma pessoa como labrega, não quero dizer um agricultor ou uma pessoa rústica, porque eu tenho uma veia rural e outra urbana, estou habituada a perder-me em pinhais, a passeios de bicicleta por terra batida, a coisas que considero óbvias como quando é que é o tempo de uma fruta qualquer ou a maré da ria, como também estou habituada a perder-me em grandes cidades do mundo, à viagens de avião e a comer fast food, e irrito-me tanto com gente labrega como com gente que não sabe que o leite vem das vacas.
O conceito de labreguice refere-se a gente sem classe, a gente sem educação, sem a mínima lógica, gente que fala de assuntos íntimos para todo o mundo ouvir, uma coisa é eu estar a passear na rua com os meus melhores amigos a falar de pilas e mamas e alguém aleatório apanhar a palavra sexo e ficar a olhar para mim traumatizada (geralmente é algo muito mau), outra coisa é falar com essa pessoa aleatória sobre pilas e mamas e para os seus acompanhantes aleatórios ouvirem, com toda a intenção do mundo, como quem fala que o Romney não pode ser presidente ou que o Coelho é mais um filho da puta. Entendem a diferença?

Labreguice é o que não falta por estas zonas, eu suporto gente um bocado ignorante porque ninguém é obrigado a saber tudo, eu suporto muita gente mesmo que não pareça, eu suporto. O que estou cada vez mais farta é esta labreguice, é raparigas começarem a falar do corrimento e de que tinham de ir a casa de banho porque o corrimento delas era assim e assado, e que tinham tomado banho mas que cheiravam a raposinho porque não sei que das não sei quantas, e eu a frente delas na aula de EF a ouvir tudo, digo, a rapariga a falar para toda a gente sobre o seu corrimento, como se interessasse a alguém que tem muito corrimento e que cheirava a raposinho. Menina, deixa-me explicar-te, tu falas disso com as tuas amigas, eu falo sobre o período, sobre sexo, sobre rapazes, sobre as coisas mais proibidas com as minhas amigas e evito que o meu melhor amigo ouça coisas do período ainda fica gay o pobre, e geralmente baixamos a voz, mas a questão é, não é para falar sobre essas coisas com toda a gente, entendeu?
É esta a principal razão por eu detestar os balneários de EF, parece que são sítios de conferencias sobre comparação de mamas e rabos, sobre as conversas que eu não quero ter com pessoas que não tenho confiança, eu tenho um conjunto de amigas com as quais eu posso ter à vontade esse tipo de conversas, eu até tenho o tal melhor amigo que meia volta me conta coisas que ninguém queria saber e me deixa traumatizada, mas menina do cheiro à raposinho, sabes porque é que não há problema? Porque há confiança e quando há confiança podes falar do teu cheiro à raposinho a vontade como se fosse o Chanel number 5. E eu não consigo estar nua nos balneários, o esforço que tenho de fazer para trocar o top pelo sutiã é horrível, às vezes ficam a olhar, ainda criam uma conversa a volta das minhas mamas ou do meu rabo ou lá o que for. É nojento e demasiado estranho.
É isto e a falta de higiene, sei lá, eu pessoalmente não acho normal que toda a turma beba da minha garrafa de água, são vinte e tal bocas mais as bocas que passam por essas bocas, eu empresto-a à pessoas com quem tenho confiança. Eu acho nojento emprestar objectos pessoais e passarem pela boca de todo o povo, a sério, e parece que sou a única pensar assim, já me aconteceu emprestarem-me toalhinhas de bebés usadas nos balneários. A sério? A sério? A sério?

A sério?

Não querem reutilizar o desodorizante já agora?