A razão das raparigas falarem mal umas das outras

Posted: February 17, 2013 in Uncategorized

Sexta-feira passada estava eu no intervalo com umas colegas e um colega, na fila do bar quando aparece uma rapariga da nossa turma que nos cumprimenta com um “Então, estão atrasados” e as minhas colegas ignoram-na, eu olho para ela e cumprimento-a com um meio sorriso, e o rapaz fica ali à deriva, sem dizer nada pelo embaraço.

Imagem

As duas foram pedir os seus lanches e eu saí da fila para não ocupar espaço, o rapaz seguiu-me e perguntou-me em voz baixa “Oh Victória, não sentiste pena da Manuela?”, “Um bocado” admiti, “Olha, eu não percebo porque é que vocês raparigas falam mal uma das outras, a Manuela pode falar mal delas, mas elas também falam mal dela!” disse ele confuso, “É difícil explicar-te”, “As raparigas só não acham cabras as suas amigas, de resto são todas cabras, não entendo” respondeu ele, “Eu não sou assim!” repliquei e continuei “Tudo bem que eu fale mal de outras raparigas mas eu não considero todas as que eu não conheça como cabras”, mas ele olhou para mim desconfiado, talvez pelo extremo masculino de não ligarem se tem um amigo falso e o extremo feminino de considerarem uma rapariga normal que comete erros como falsa.

Eu tentei-lhe explicar que há uma percentagem significativa de raparigas que são venenosas, que são matreiras e vingativas, inseguras e que procuram a sua segurança na insegurança das outras pessoas e nas suas imperfeições, os seus maiores alvos são raparigas, em especial aquelas que pareçam inferior a elas, com menos autoconfiança, menos bonitas, menos populares e mais estranhas, depende. Ele não percebeu, mas há de perceber um dia mais tarde quando conheça da forma mais dura o outro sexo.

As raparigas ainda não são iguais aos rapazes -em questão de liberdade-, e escusam de me dizer o que seja ou de dizer que eu sou feminista, a verdade é esta: as raparigas ainda não estão habituadas ao seu novo estatuto, e em vez de competirem com os rapazes, o que já lhes é permitido, ainda competem com as raparigas, mas não é para ver quem corre mais rápido, como os rapazes fazem, é para ver quem consegue correr menos, para ver quem consegue ser mais bonita, para ver quem consegue o gajo tendo uma posição de Cinderela, não lhes interessam se ele é bonito, se tem os six pack, se ele é inteligente ou se gostam dele sequer, o que realmente lhes interessa, verdadeiramente, é ser melhor que a outra, o resto são vantagens. Ela não se vai maquilhar para se sentir bem ou para o rapaz a achar bonita, ela vai fazê-lo para ser melhor que a outra. E a outra, nunca vai desistir, há de continuar a competir com a outra.

Imagem

A questão é, o que acontece se essa outra não competir e quiser cagar no assunto? Vai odiá-la, e a primeira também vai odiá-la porque no fundo ela é masoquista, agora como é que vai continuar a provar que é melhor? Tem de procurar outra inimiga, que chatice.

Os rapazes, aproveitam-se disto, afinal o que eles querem sei eu. Eles nunca percebem, não na adolescência, também eles são inseguros, ingénuos e usados. É difícil ser-se rapariga nestas situações, elas matam-se umas às outras, subestimam o seu próprio sexo e vivem em constante TPM (as cabras, não as ditas normais).

E é por isto que as raparigas se odeiam umas às outras, é por isso que falam mal umas das outras, competir e fazer rumores foi a única coisa grande que puderam fazer durante milénios, as outras só podiam apontar o dedo, ou calar-se, como eu opto fazer a maioria das vezes. Fiz-me explicar?

Comments
  1. Martini Bianco says:

    Gosto da tua forma simples de explicares as coisas. Eu sei disso tudo e como sendo 15 anos mais velho q tu sei bem que a inveja / rivalidade entre homens e mulheres é diferente. Começa bem cedo e entre os rapazes adolescentes é mais nas capacidades que ela se nota; o que joga melhor à bola, o que tem mais capacidade de liderança, o mais forte, etc. só mais tarde é que entra a capacidade de conseguir as melhores namoradas, aquelas que lhes poderão dar um estatuto melhor, mas mesmo isso é secundário. A rivalidade dos homens quando se chega aos trinta é ter o melhor emprego que o outro, ter o melhor carro, ter a melhor casa etc. Entre as raparigas é diferente. Umas querem se impor como líderes mas não pelo que têm na cabeça, mas sim pelos atributos que pensam ter. São muito competitivas em detalhes que não têm importância nenhuma e apesar do ar angelical de algumas delas, conseguem fazer “bullyings” às outras, muito pior do que os rapazes fazem entre eles. As mulheres não são educadas para o companheirismo, para a camaradagem como os rapazes (cada vez menos) ainda o vão sendo. Isto ganhava-se quando se ia para a tropa, ainda se verifica hoje no futebol e nas associações que ainda sao território mais ou menos masculino, onde todos se ajudam para obterem o resultado melhor. As raparigas sao educadas de forma mais individual – como ser boa nisto, como ser melhor naquilo, mas sempre qualidades individuais etc e claro que isso depois gera rivalidades e ódios dificeis de amainar e na adolescência é terrível. É a que se veste melhor, a que tem as mamas maiores, é a que tem mais namorados e que anda sempre com um bando de amigas atrás, essa é que é a maior e as outras ou se submetem a ela e aos seus comentários ou passarão a ser vítimas. Ainda me lembro de uma colega do 9º ano que foi vitima das próprias colegas, por causa do aspecto e da personalidade tímida dela e o bullying feminino é muito mais subtil que o masculino. Gozavam tanto com ela e deitavam-na tanto abaixo que a rapariga aquando das aulas de Ed. Fisica nem se mudava nos balneários delas. Chegou até a vir o psicólogo à casa dela porque ela já nem queria ir para a escola e andava sempre lá cheia de receio. E muitas coisas só vim a saber anos mais tarde, coisas inenarráveis que a rapariga passou. E coisas dessas não me lembro de terem acontecido connosco rapazes nessa altura, No 9º ano até cantavamos o hino nos balnearios e já havia uma confraternização interessante entre nós. Ainda hoje somos amigos e recordamos esse tempo com saudade.
    E pouca coisa muda no futuro. Até no meu trabalho sempre que há conflitos e sururus é sempre entre as mulheres. tenho colegas na casa dos 28/30 que ainda sao capazes de dizer que fulana x ou y cortou o cabelo da mesma maneira que elas, só por inveja! Imagina se os homens tivessem a mesma atitude nesta questão? É por isso que eu não gosto muito de trabalhar com mulheres. Acho que as mulheres (generalidade) só mudam mesmo depois de terem filhos.
    Mais um excelente post Vica!

  2. Obrigadaaa, pensava que não ias encontrar o meu blog como emigrei para o wordpress.

    Olha, eu espero que as coisas mudem, não quero que o homem e a mulher sejam iguais, mas gostava que as mulheres começassem a entender que já chega de competições, tens a noção que é cada uma a tentar imitar outra e acabam por sei lá parecer palhaços? Depois usam maquilhagens, penteados e roupas que lhes ficam mal (e as tantas nem gostam) e pensam que são super giras. Algumas já são feias, depois a tentar imitar outra rapariga ficam ainda mais, é que é um nível de lógica muito superior.
    Depois há delas que acham que é um bocado mau eu jogar Combat Arms (é algo tipo CS) ou esforçar-me nas aulas de EF, ou ainda a cena de rock ser um mundo “masculino” (é que o rock é um género que valorizou e valoriza a mulher). Mas pronto, haja paciência.

Comenta aí

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s