Archive for August, 2012

Então a reação do meu cunhado foi tipo:

A reação da minha irmã durante o parto:

Ela quando o puto nasce finalmente:

Como eu estava a caminho do hospital:

Quando perguntei à minha irmã se ela tinha tido muitas dores:

Se me pedissem para fazer alguma coisa ou falassem comigo sobre algo que não fosse o menino:

Reação dos meus amigos:

Quando me mandarem mudar-lhe uma fralda:

E finalmente quando eu vi o puto fiquei tipo:

Desde quando há recém-nascidos bonitos?
547336_3983679443916_1658686604_n_large
Como eu fico a olhar para a televisão

Eu tenho pelo menos mais de 70 canais, talvez tenha mesmo 100, e adivinhem, nunca está nada a dar! Bem, quase nunca. Por isso, fiz uma lista das poucas coisas que se podem ver, é que ainda é pior no verão porque não tenho séries para ver, mas é que este é outro problema, as séries nos EUA estreiam primeiro que em Portugal, por exemplo, Terra Nova já foi cancelado e só em Setembro é que vai para o ar na Fox (é fox vai-te foder, não tinhas por quê cancelar Terra Nova podes enfiar o cancelamento bem no meio do teu cu) por isso costumo ver as séries no pc e não na tv, até porque as vezes não sei por alma de quem quando ponho a gravar não grava. Raio da meo. Ah e outra coisa, detesto quando ponho pausa e depois sem querer mudo de canal. Argh.

  1. 5 para a meia noite (o único bom programa da televisão portuguesa)
  2. Phineas e Ferb (uma das únicas quatros coisas que ainda dão de jeito na Disney, três se é que já cancelaram art attack)
  3. Brandy e o Mr. Wiskers (ainda dá, acho que é no sábado de manhã ou domingo mas não confiem em mim que eu só tenho sexta sábado e domingo no meu calendário, a quarta coisa seria miúda atómica que até se vê)
  4. Foster’s home for imaginary friends (Stay tune for cartoon network, the network that made a lot of portuguese kids learn english!)
  5. The Powerpuff Girls (CARTOOOOON NETWOOOORK obrigaaada por trazerem de volta as powerpuff girls)
  6. Courage the cowardly dog (Ainda passa de vez em quando em cartoon network)
  7. Wipeout UK (o wipeout US não tem piada, os ingleses tem mais piada neste programa do que os americanos, e o Hammond acho que é assim que ele se chama é um máximo)
  8. Top Gear (tem piada ver de vez em quando, especialmente porque está lá o Hammond)
  9. Os desenhos animados da fox (The Simpsons, American Dad, Family Guy e Cleveland Show)
  10. É, ficamos pelos 9 pontos. \
E isto tudo acho que passa de manhã, tirando 5 para a meia noite que dá perto da meia noite mas não a meia noite menos 5 e Top Gear que acho que passa a tarde mas não tenho a certeza que há muito não vejo. (bem só posso ver TV entre as 11 e 14 e geralmente acordo perto do meio dia e depois ainda tenho de ajudar a fazer o almoço e tal). Até que ponho a gravar mas depois esquece-me.

Ontem a minha família estava a ter uma conversa muito séria sobre acidentes, sobre franceses que não sabem conduzir e aumentam a taxa de mortalidade nas estradas todos os anos no verão, e então nesse momento lembrei-me que quando estava a ter uma conversa similar com a minha irmã mais velha mais nova, ela disse:

Então agora até passou uma ambulância e um eminem

A minha reacção:
image
image
Um quê? Eminem? Pera, estava o Eminem a cantar uma música dramática sobre a pessoa na ambulância ou era um M&M a dançar feito estúpido? 

Quando eu conto ao resto da família:
image
A reacção do google:

você quis dizer INEM

Ela:
image
Não tem piada

Teve sim!

Eu prometi um post a Luna, foram perguntas que eu pedi no twitter e ela foi a única com coração para perguntar, e demorei a fazê-lo, sem nenhuma razão em específico, bem acho que foi pela coisa do paint, mais preguiça peço desculpa Luna. Mas aqui está. Um pormenor, eu digo “aqui” como se estivesse em Inglaterra porque comecei o post em Cambridge e era suposto tê-lo publicado há mais tempo, por isso vai dar a sensação que não estou em casa no post.

São. Apesar de haver alguma ignorância, por exemplo no outro dia a minha irmã foi a farmácia para comprar um medicamento para hematomas e o que a mulherzinha lhe disse era para por base, entre outros fails, alguns não sabem o que é Portugal, mesmo sendo um dos sítios onde os ingleses passam mais férias. Acho que este tipo de problemas existe nos países mais desenvolvidos do mundo por uma questão de superioridade ou sei lá o que é, a ignorância é a minha maior crítica a Inglaterra, enquanto que eu na escola numa altura tive de decorar todas as capitais da Europa e alguns países da África há ingleses que não sabem o que é Portugal. Acho que é por acharem que como são uma das maiores potências o resto não interessa. Claro, como em todo o lado, nem toda a gente é igual. Também há muita gente boa.
Voltando a questão, sim, são mais open mind, em Portugal tens um piercing e não arranjas emprego por causa disso aqui não, o que eu acho espetacular, adoro caminhar na rua e ver as tatuagens das pessoas, em Portugal é algo raro e ai meu deus, mas aqui não, é algo que vêm com naturalidade. Idem em aspas para cabelos às cores e estilos diferentes, os rockeiros/punks/metaleiros são o centro das atenções em Portugal, aqui são completamente normais. Ainda no outro dia fui ao supermercado e vi uma mãe rockeira com tatuagens e um filhinho na mão meio rockeirinho achei uma imagem adorável.Talvez a única pessoa que causaria choque seria a Lady GaGa.

Muita variedade. Muitas lojas, muitos estilos. Como já disse num post não é só a zara e a stradi, consegui um casaco com orelhinhas numa loja normal de roupa para raparigas e a loja talvez a compare com a Berska tinha bastante variedade (mais que a Berska sim, não que tenha muita), uma categoria rockeirinha, uma categoria para os vestidos e roupas vintage da moda, uma categoria híbrida bastante feminina. A loja era parecida com as dos nossos shoppings mas tinha um pouco mais de variedade e coisas alternativas.
Há muitas lojas para os que gostam de roupas punks e metaleiras. Há muitas lojas para pessoas com mais peso ao contrário de Portugal. Se procuras algo geralmente encontras facilmente. Há lojas de roupa para toda a gente, e ao contrário do que me acontece em Portugal, não preciso de ir tipo ao Porto ou Coimbra para encontrar o que realmente quero, na verdade eu em Portugal só compro a roupa que preciso com urgência porque eu e os meus pais contamos sempre desde os meus 14 anos em comprar roupa em Espanha ou Inglaterra, porque sai mais barato e eu consigo encontrar o que quero a bons preços (tché desenganem-se, o limite da bagagem são 10 quilos eu comparado com outras raparigas visto-me como os desenhos animados sempre igual). Soa estúpido não é? Quase não ter dinheiro para comprar roupa na própria terra natal? Se eu não fosse tão esquisita mas nãao, a Victória tem sempre de ser diferente, deixem lá, é mania dela.

Depende. Há umas lojas onde encontras roupas mais baratas como nas feiras, há lojas caras e lojas low cost, e há lojas como a berska ou zara. Se estás aqui nos saldos estás com bastante sorte. Se não, pronto. Há a primark, que recentemente abriu uma em Coimbra, o que é bastante bom porque é uma boa loja de roupa low cost, compro tanta roupa gira lá. Ainda há estas lojas com associação a lutas contra o cancro e doenças do coração que vendem uma série de coisas usadas e são a favor de causas ecológicas e não sei quê e vendem roupa usada, antes que comecem com coisas, os ingleses não dão valor as coisas que têm, há um novo modelo de televisão, o velho vai para o lixo, o que me relataram foi o seguinte: no natal o que se vê nas ruas é um monte de electrodomésticos e coisas do género, tudo coisas boas que ainda tinham muitos anos a dar, tudo porque parece que eles se portaram muito bem e o pai natal decidiu trazer-lhes o novo modelo de maquina de loiça de lavar ou o plasma mais recente. Por isso se entendem o que quero dizer, essa roupa está em boas condições, e o que custaria 20 libras pode custar 2.

Na maioria dos sítios que visitei fui revistada. Pegaram na minha mala e estiveram a mexer lá dentro, no palácio de Buckingham tive de fazer o mesmo procedimento dos aeroportos, se o detentor de metais tivesse apitado teria sido “apalpada”. Apesar da segurança apertada, houve sempre muito bom tratamento e educação da parte do pessoal, maioritariamente inglês e algum americano. As fotos fui eu que tirei, btw.

Buckingham palace – Fui a três sítios em Buckingham. Ao palácio da rainha, as galerias da rainha e aos estábulos reais. No primeiro não deixam tirar fotos, mas ela basicamente tem a sala do trono, sofás like a queen, decoração like a queen, corredores com quadros de outros monarcas, os quadros da rainha Victoria chamaram-me muito a atenção, ela transmite sempre um sentimento jovial mas maturo e superior. Eu tinha a sensação que eu ia encontrá-la e a outros monarcas e princesas(cipes) enquanto caminhava no palácio. Para além dos quadros, num sítio haviam jóias da família real, da Victoria, da Isabel, da Diana, da Isabel II, espadas de reis e príncipes. É um palácio bonito, não chega a ser o meu favorito, mas não estava nada mal (não me matem mas gosto mais de dois palácios portugueses).
As galerias da rainha é que foi o auge. Leonardo da Vinci. Eu quando vi o livro dele fiquei quase sem poder respirar. Eram trabalhos anatómicos e haviam desenhos que ficava 5 minutos a olhar para eles. Por último, os estábulos reais. Vi o Gold State Coach, a State Limousine, entre outros, e dois cavalos reais. Que por acaso tem uma melhor qualidade de vida que a maioria dos humanos. Tem reforma e tudo.

Da Vinci
Sobre um feto, ortografia ao contrário, típico do enigmático Leonardo
Gold State Coach. Uma palavra que descreve o que senti quando vi isto: Esplendor
Victoria’s Coach
O real rolls fucking royce. O primeiro de todos. The Limousine State Coach se assim lhe querem chamar. Um pormenor: A cor do carro é símbolo da família real inglesa. Se virem um helicóptero deste preto arroxado é da rainha.
Churchill’s war rooms – A maioria das salas foram deixadas intactas desde o dia em que a guerra terminou. Os papéis em cima da mesa, as canetas, os mapas, as mesas, as cadeiras, a maioria está intacto desde 1944, tudo como o pessoal de Churchill deixou no dia em que viram o sol pela primeira vez em 6 anos. Tal como senti a presença da Victoria em Buckingham senti a presença de Churchill e dos seus funcionários nas salas de guerra. O próprio lugar está escondido, quase que não o encontrava, é subterrâneo e a partir do momento que vemos a primeira sala parece que viajamos até 1940, numa das salas ouvimos as sereias como se ouviam no tempo da guerra, um discurso de Churchill, e claro, a rádio a informar que o ministro vai falar interrompendo a música. Nessa sala eu tremi mesmo sabendo que era um efeito especial. Recomendo-o mesmo muito.

A primeira sala que se vê quando se entra
Prime minister Churchill’s office, quiet please
A qualidade de vida nas The Doc (onde dormiam debaixo das salas de guerra quando caiam bombas, partilhavam a cama com ratazadas nessas noites, e por isso muitas vezes preferiam estar nas salas de guerra e quartos do que nas The Doc)
M&M’s World – Eu não morro de amores por M&M’s, mas mesmo assim adorei o M&M’s World, são 3 ou 4 andares de diversão, é enorme, eu quase que me perdia lá dentro. É um sítio muito alegre, divertido e as pessoas estão sempre a sorrir. Apesar de não gostar muito de M&M’s queria ter tirado uma foto com uma garrada tipo champanhe com M&M’s só mesmo para por como legenda “M&M Showers” hahaha

A entrada
Ó’ p’ra bandeira mais bonita do mundo ali!
~Le me looking down
Victoria & Albert Museum – Eu vi um anjo (o arcanjo Gabriel) em madeira da idade medieval (FUCKING AWESOME FUCKING FUCKING AWESOME). Um livro de música de 1200 (entendia-se até), painéis de vidro também da idade medieval (reconstruídos), vestidos de 1800, pinturas de Rafael (enormes, aquilo deveria ter mais de 2 metros), cadeiras e mesas chinesas de 1600 (e eu pensava que eram do início do século passado), espadas de samurais (ou qualquer coisa do género), a campa dum casal de nobres espanhóis com o meu apelido de verdade (olhem que isto dava até o início dum livro tipo Código da Vinci, as tantas descubro que tenho sangue real ou nobre!) e entre outros. O museu estava fucking fucking awesome e não pude ver tudo, só pouquinho mesmo. O edifício é mesmo muito grande, seria preciso um ou dois dias para ver tudo, e a boa notícia é: é grátis! E na entrada, haviam umas cadeiras de íman, tu sentavas-te e conseguias dar uma volta de 360 graus com o teu corpo (~le eu com medo de morrer mas depois a pensar “outra vez! outra vez!”).
Gabriel a anunciar a virgem aquilo de jesus
Paineis reconstruídos, como se veriam na altura
Livro de música (latim)
Gostei muito deste vestido. Está tão giro.

Science Museum – Tão grande como o V&A museum, vi uma tecnologia que só em filmes mesmo, cheguei a realizar o meu sonho de ver uma múmia (que para quem não sabe era o meu medo de infância mas sempre quis ver uma, até vi uma múmia de criança e dum gatinho), vi coisas como materiais médicos usados em guerras medievais (para amputação, hug), a evolução das sanitas (um bocado nojento mas engraçado, eu nem queria acreditar na falta de higiene da idade medieval e moderna), uma esfera com o nosso planeta projetado, as imagens iam rodando tal como o planeta e mostravam desde o tráfego aéreo aos ciclones e anti-ciclones, entre outros. O museu tinha muita coisa mesmo, o que vi mais foi a evolução da medicina e a vida secreta dos electrodomésticos e derivados que habitam nas nossas casas (daí a história das sanitas). E ainda, a tecnologia da google deu-me a oportunidade de ver um esboço da minha cara desenhado em areia em menos de dois minutos no Web Lab (eu tenho um cartão que teoricamente se ponho frente a webcam posso ver o que fiz no Web Lab e acho que posso fazer umas atividades engraçadas).

~le múmia 
Harrods – Em Portugal alguma vez viram carros em montras de lojas que vendem roupas, comida e telemóveis? Ou montras a imitar o Underground com portas falsas que chegam a abrir e fechar? Duvido. Harrods é uma loja para ricos e é a loja mais importante de Londres. O que me chamou mais a atenção foi a decoração egípcia e o memorial da Diana com uma fonte de desejos. Não é algo que se compare com o V&A ou a galeria de Da Vinci, mas é o tipo de loja que Portugal não tem e é sempre engraçado visitar.