Clichés da televisão/literatura

Posted: July 4, 2012 in São teorias
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Visto que os meus amigos moram há quilómetros de mim e eu tenho ficado na merda porque não saio com ninguém (forever alone) fico com horas livres à tarde que não sei como preencher, ou melhor não sabia até voltar a ver séries e ler livros em massa coisa que não tinha tempo para fazer durante as (j)aulas. 
E eu não vejo nem leio qualquer coisa, sou bastante esquisita, há certos clichés que suporto porque são difíceis de evitar e há coisas boas da história que conseguem compensar essa lacuna, ou pelo menos eu vejo com lacuna. MAS a maioria das coisas é feita a base da mesma sequência e com os mesmos clichés e jesus, eu quase dei comigo a pensar que não gostava de ler porque houve um tempo que não conseguia encontrar algo que gostasse.

  • A personagem consegue sempre cair quando o assassino vai a correr atrás dela – Não sei como, 95% das fugas dalguém tem que incluir uma queda qualquer. Uma pessoa não cai assim tão facilmente, a não ser que seja um sítio com azeite no chão ou uma floresta ou isso, e mesmo assim eu nunca caí facilmente em pinhais, durante todos os anos que andei nos escuteiros só me lembro de ter caído uma vez a sério quando ia a correr (e corri muitas vezes durante a noite no meio do mato), por isso, é estúpido, porque as quedas são relativamente raras, é uma coisa que acontece de vez em quando e uma pessoa fica tão farta que sabe que quando a personagem cai, ela levanta-se, é uma cena feita para o suspense, mas não faz efeito. 
  • A personagem consegue chegar ao aeroporto antes que seja tarde de mais e a amada parta – Típico romance cómico de hollywood. Demasiado usado e um bocado ranhoso.
  • A personagem é traída pelo melhor amigo e pela amada – A única história que teve este cliché que ignorei foi The Walking Dead porque o mundo dos zombies não é propriamente previsível. Compensou. Mas numa história que não inclua o fim do mundo, não suporto que a personagem principal seja dada como morta e depois aparece, e tragicamente, o melhor amigo anda a comer a mulher.
  • “Ele tinha inimigos?” “Não, não, todos o adoravam” – Ainda vou suportando isto, mas todos sabemos que a vítima geralmente é morta por um inimigo com uma razão forte, por isso, donas de casas parem de mentir com a mesma frase, variem um bocado.
  • A mesma sequência de sempre – Num policial comum eu consigo ver quem é o assassino quase que no início do caso porque parece que todos os episódios são feitos com a mesma sequência, e parece que alguém fez um modelo que todos os argumentadores de séries decidiram seguir (daí eu só gostar de Lei & Ordem e Espião fora-de-jogo no género policial e mesmo assim não sou fã e nunca vi o número de episódios suficientes para fazer uma crítica a sério). O assassino é quase sempre aquela pessoa que não é nada suspeita, até ajudou a polícia, e é logo das primeiras a ser interrogadas, esquece-se e descobre-se no fim que é o assassino.
  • Ele não vai morrer porque é a personagem principal – Não que seja conveniente na maioria das histórias, mas se for uma boa história é possível matar a personagem e a história não ficar estúpida, é algo arriscado mas pode-se fazer perfeitamente. 
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