Archive for May, 2012

  1. A pior nota que já tive num teste/trabalho que vale o mesmo que um teste foi 6.3, a melhor foi 18.7 e a resposta é… Verdadeira! A verdade é que eu sou bipolar até na escola, sou das melhores alunas (não é muito difícil acreditem) mas de vez em quando sai algo assim mais excrementício que me impede de ter a média que quero
  2. Já cheguei a ser expulsa do shopping por andar a porrada com uma amiga minha, a Jelly  e a resposta é… Falsa! Já cheguei a ser expulsa do shopping mas isso foi ter os pés onde não devia. Chegou lá o segurança a mandar comigo e com os meus pais e eu quase reclamei com ele e fui expulsa de lá mais os dois colegas que estavam comigo. E também já andei a porrada com uma amiga minha a Jelly e basicamente é todos os dias ela a fazer piscos, o sinal do zero com a mão (não arranjei melhor descrição) só ainda não começou com o “OLHA UM TWINGO UM MURRO, HAHA É AMARELO AGORA SÃO VINTE”
  3. Apesar de viver em Aveiro eu nasci na maternidade Júlio Dinis no Porto porque a minha mãe teve-me perto dos 40 e na altura Aveiro ainda tinha menos coisas do que tem hoje por isso a maioria do pessoal da minha idade nasceu em Coimbra ou no Porto, especialmente as gravidezes com complicações e a resposta é… Falsa! Eu nasci portuguesa mas não nasci em Portugal, esta foi mesmo para enganar, a minha mãe teve-me perto dos 40 e Aveiro ainda tinha menos coisas do que tem hoje e sim a maioria das pessoas da minhas idade nasceram em Coimbra e alguns quantos no Porto mas eu nasci na Venezuela
  4. Detesto favas, não suporto nem o cheiro sequer quando as cozinham cá em casa e a resposta é… Falsa! Detesto nada, eu adoro favas, é dos feijões que mais gosto de comer, a seguir do feijão branco
  5. Dei o meu primeiro beijo aos 13 anos e a resposta é… Falsa! Tinha 14 anos, o rapaz é que lhe faltava um mês para fazer 14 por acaso. Sim, eu sei que a maioria das pessoas é logo aos dez anos mas vá, eu posso gabar-me do facto de ter sido o primeiro beijo, o primeiro encontro com o primeiro namorado e vice versa. Bué da fofinho não? 
  6. Eu tive uma gatinha chamada Trufa que morreu no dia do meu aniversário de 14 anos atropelada e a resposta é… Verdadeira! Sim, a Trufa morreu atropelada porque atravessou a rua para ir ter com o meu cunhado. Só para terem noção, a minha cadela ficou deprimida pela morte dela, ia procura-la ao sitio onde ela costumava estar, elas eram melhores amigas e parceiras de crime (uma deitava a baixo o saco da ração, a outra comia). Foi dos gatos mais inteligente que já tive, quando a minha cadela era treinada por um instrutor a Trufa seguia-os e fazia tudo o que a cadela fazia. Sentava e parava ao mesmo tempo que ela. RIP Trufa.
  7. Eu nunca estive em Itália e a resposta é… Verdadeira! Não, eu nunca estive em Itália, mas quero ir lá descobrir a civilização perdida dos Romanos, mas duvido que tal aconteça porque como todos nós sabemos isso não passa duma lenda (uma brincadeirinha de mau gosto sabem como é)
  8. Apesar de evitar fumar as minhas marcas favoritas são Camel Activate e Black Devil Baunilha e a resposta é… Verdadeira! Sim, é verdade, mas quase que eu passei do quase viciada para o detestar ser fumadora passiva, não a sério, estou farta de pessoas sempre a fumar, é que toda a gente fuma, só por causa disso deixei de fazê-lo, ou fazê-lo tanto, demasiado banal e fixe para o meu gosto. Também tenho um melhor amigo que basicamente me manipulou e pronto, depois de muitos “MAS TU NÃO ÉS O MEU PAI”e “SE TU ME TIRAS ALGUM CIGARRO EU FOD*-TE COM A SINFONIA DO JOELHO A ARDER” eu decidi que tinha de reduzir as doses drasticamente, e vou acabar por decidir que tenho de parar de vez
E é tudo por hoje. Talvez sujeito a correções. 
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"Wake Me Up When May Ends"

Posted: May 22, 2012 in Bipolaridades
Esta é a minha nova música espero que gostem… (talvez seja só uma paródia dos Green Day, talvez)
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Como eu ando ultimamente
Summer ain’t coming fast
But high school can never last
Wake me up when may ends

Like my grades has come to fall
Nine months has gone so fast
Wake me up when may ends

Ring out the bell again
Like we did when fall began
Wake me up when may ends

Caso não saibam, bermudas/corsários são coisa fora de moda. E hoje eu usei umas bermudas, gosto delas para o tempo que não-sei-se-faz-frio-não-sei-se-faz-calo, e basicamente fui alvo de gozo porque “ai e tal não sei se isso são calças ou calções”, “ai Victória isso está fora da moda”. Como eu continuo a ser uma bad bitch eu uso-as na mesma. Falem para a minha mão queridos.

Segunda tese pela qual cada vez menos entendo as pessoas a minha volta: talvez saibam talvez não que eu como a menor quantidade de carne possível, tenho tendências vegetarianas e por questões pessoais comer carne tem-se-me tornado nojento, portanto, eu pondero realmente a questão de ser vegetariana mesmo, apesar do meu objetivo ser tipo semi-vegetariana, ou seja, só comer carne em ocasiões especiais como o domingo que a minha irmã e o meu cunhado vêm cá a casa e por acaso trazem um frango com batatas fritas, ou o bacalhau com natas no Natal, ou fazer programas de não comer carne durante quinze dias ou isso. Pronto não interessa, a questão é que eu hoje fui a um restaurante estudantil e apeteceu-me experimentar o hamburger vegetariano e recebi um comentário duma colega minha, que foi algo do género:
Victória não vale a pena comeres comida saudável se estás a comer batatas fritas
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MAS NÃO É SUPOSTO SER COMIDA SAUDÁVEL, TEM OS MESMOS MOLHOS SÓ NÃO TEM CARNE, DASS. PQP OS MOLHOS É QUE ENGORDAM, O AZEITE USADO PARA COZINHAR É QUE ENGORDA, NÃO A P&€* DA CARNE PROPRIAMENTE DITA. E OLHA LÁ O QUE NÃO MATA ENGORDA COMO JÁ DIZIA A MINHA AVÓ!
Não é culpa dela este pensamento, não porque está enraizado na mente das pessoas que comida vegetariana é para pessoas que querem emagrecer e não sei quê, e é verdade que muita gente que quer emagrecer come pratos vegetarianos mas não está necessariamente relacionado. Uma pessoa que deixa de comer carne completamente tem de ter uma razão muito mais forte do que o argumento de comida saudável. E não é necessariamente seca porra, só não leva carne, os pratos vegetarianos exigem muita criatividade porque o ser humano nasceu para comer carne e só os mais inteligentes conseguem e se dão ao trabalho de não comer carne. Daí eu gostar. 
Btw, gostei do hamburger. Aquilo era uma espécie de panado de vegetais com molhos. Muito melhor que muita carne que já comi.

Sermos nós próprios não é fácil. Sermos nós próprios quando temos gente à volta que nos torcem os olhos por isso muito menos. Sermos nós próprios no secundário é difícil. Tem sido muito difícil para mim, em dias cedi a pressão, nesses dias odiei-me quando sabia que tinha de ter detestado os que me fizeram sentir assim. E foi aí que comecei a detestar essas pessoas (ou melhor, essas atitudes, porque eu sempre vejo várias pessoas na mesma pessoa e não posso detesta-las a todas a não ser num caso extremo), foi aí que passei a não ter medo de caminhar sozinha nos corredores ou na rua, foi aí que deixei de me importar por me acharem uma solitária. Não me conhecem, eu vivo com as minhas próprias regras e no meu próprio mundo.
Posso ser venenosa se me tentarem meter veneno, the bitch sempre me disse “Nunca digas muito de ti aos outros, muito menos aprofundes das tuas fraquezas e falhas, eles serão fracos por não reconhecerem as tuas fraquezas e não conhecerem o teu passado”, life is the bitch. Nunca me tentem mudar, nunca façam isso nunca tentem, nunca me digam para ser quem eu não sou, porque para teatro só tenho jeito nos palcos ou para atingir algum objetivo, nunca para perder amor próprio, por isso, se ao ser eu própria significa não ser convidada para festas então eu não quero ir a festas, porque elas serão um cenário montado que se esmagara com vómito, esperma, frustração e pela força da falsidade.

Durante dois anos fui eu própria a achar estúpidas as pessoas que deixavam de ser elas por causa das pessoas estúpidas à sua volta, porque eu sabia que essas pessoas estavam no sítio errado com as pessoas erradas. Eu sabia que elas tinham sido mais erradas ao deixar de ser elas. Eu achava que era fácil até ter sido posta no meio de pessoas com as quais raramente me identifico. Até me ter enfrentado várias vezes contra o espelho e ter desejado parti-lo por achar que não era boa em nada e que eu não merecia ninguém. Foi aí que passei a não ter medo de vestir as minhas próprias roupas e de dizer o que queria dizer, foi aí que deixei de me importar por me acharem bizarra. Não me conhecem, eu vivo com as minhas próprias convicções e faço as coisas que gosto.
Eu não estou errada, nunca estive errada, nenhuma das vezes que chorei por ter querido ser como as outras raparigas não estive errada, apenas estive errada em ter desejado algo que rejeito, tanto por escolha como por natureza. Não sou como as outras raparigas, conversas fúteis comigo são raras.
Às vezes estou no sítio errado com as pessoas erradas. E não sou eu que estou errada, eu não tenho nada a provar, eu não tenho que fazer o que seja, eu quero é fazer o que quero fazer, e só isso é (da) minha responsabilidade, tudo o resto é secundário. Quem não escreve um livro, critica.
Não me conhecem, eu vivo com as minhas próprias regras e no meu próprio mundo. Matem a tua falsa realidade longe de mim oh adolescente comum. O que antes era ódio por ti, hoje é pena, puramente pena.

…Eu vou fazer mais uma daquelas coisas da mentiras e das verdades. Vou dizer oito coisas e quatro coisas são verdadeiras, quatro são falsas. E vocês vão tentar adivinhar porque se entraram aqui é pela mesma razão que eu. Tédio.

  1. A pior nota que já tive num teste/trabalho que vale o mesmo que um teste foi 6.3, a melhor foi 18.7
  2. Já cheguei a ser expulsa do shopping por andar a porrada com uma amiga minha, a Jelly
  3. Apesar de viver em Aveiro eu nasci na maternidade Júlio Dinis no Porto porque a minha mãe teve-me perto dos 40 e na altura Aveiro ainda tinha menos coisas do que tem hoje por isso a maioria do pessoal da minha idade nasceu em Coimbra ou no Porto, especialmente as gravidezes com complicações 
  4. Detesto favas, não suporto nem o cheiro sequer quando as cozinham cá em casa
  5. Dei o meu primeiro beijo aos 13 anos
  6. Eu tive uma gatinha chamada Trufa que morreu no dia do meu aniversário de 14 anos atropelada
  7. Eu nunca estive em Itália
  8. Apesar de evitar fumar as minhas marcas favoritas são Camel Activate e Black Devil Baunilha 

No outro dia fiz uma audição tribute ao tipo que escreveu Lago dos Cisnes, Tchaikovsky, que escreveu muitas baladas românticas (não, não é ai se eu te pego ou you don’t know you’re beautiful, é mesmo sinfonias e óperas do tempo victóriano). Foi bastante giro, houve até uma pequena bailarina, um homem já de idade a tocar, uma turma de formação musical a conjugar vários instrumentos a fazer meddley do lagos dos cisnes e da dança da fada bombom, vários pianistas de qualidade e eu toquei a quatro mãos com um rapaz do Porto.
Sim a parte do Porto é bastante importante, porque caso não saibam eu tenho uma queda por tripeiros, mas não são uns quais queres, são daqueles que tem cheirinho de alface. Sim, quem já lê este blog há alguns meses já teve tempo de se aperceber que sou awkward.
Eu até conheci o rapaz como os casais se conheciam na altura do Tchaikovsky, vimos-nos uma vez ou duas antes dum grande evento. Só não nos casamos. A minha reação quando ele abriu a boca e começou a falar:

Oh Victória, és um bocado estranha, ter queda por quem fala à moda do Porto? Cura-te rapariga

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Espera, o que é que faz alguém do Porto aqui?

Depois quando disseram os nossos nomes para irmos tocar:

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O que eu fiz esforço por pensar:

A meio da peça sentia-me do tipo:

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Enganamos-nos umas quantas vezes mas correu bem e ninguém se apercebeu. Até foi fixe.

…Porque uma colega minha teve um ataque de pânico no inicio da aula de MACS (é sempre no início de aulas, que é o terceiro ou quarto ataque que lhe dá). Então a miúda parecia possuída e não conseguia controlar a respiração, chegou a desmaiar e as pessoas que se responsabilizam por ela são do tipo oh isso não é nada isso já passa, tirando o facto que não é nada normal alguém que tem 15 anos ter ataques de pânico muitas vezes é completamente normal. Sim, completamente normal.
Basicamente, eu disse a sôra que tinha o número dos bombeiros (sim porque eu sei que o 112 pode estar sobrecarregado e demora mais e só pelo sim ou pelo não tenho-o gravado) e ela disse para eu telefonar então esta foi a minha conversa com o gajo do outro lado:

Atenção, Panem ainda não existe mas sim, sou da E.S. coiso e tal

Bip


Bip 


Bip

Homem labrego: Extou xim não entendi uma put# do que ele disse Bombeiros de Panem
Eu: Boa tarde, é da escola secundária coiso e tal, uma colega minha está a ter um ataque de pânico
HL: É para ir já? O que, qual? Aquela que fica na rua Sésamo?
Eu: Quando puderem! Sim, essa mesmo!
Eu nos meus pensamentos:
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Não, não, é mesmo para virem daqui a três horas, quando ela tiver um ataque cardíaco ou entrar em coma ou o que seja para que a levem diretamente para o cemitério.

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É cruel mas foi interessante telefonar aos bombeiros, só esperava que fossem mais profissionais. Não, eu não entro em pânico com estas coisas, a minha irmã tinha ataques destes quando eu era pequena so I knew at the first time.
As pessoas que entraram em pânico deram-lhe de beber, a uma pessoa que não consegue controlar a respiração. É bastante interessante isso também. Se houver um terramoto morremos todos fechamos na escola a gritar para as caras uns dos outros.