Marihuana la calidad es barata

Posted: February 19, 2012 in Bipolaridades, Contemporaneonissimo, Tipo não te estou a acompanhar

Então está uma pessoa descansada num banquinho e aparecem os mitras da minha turma, enrolam um charro de mary jane e quando dou por mim, num canto longe a olhar para a paisagem, está o pessoal todo pedrado.
Nada tenho contra os mitras da minha turma, porque não são os únicos metidos nestas coisas e são de perto as pessoas mais simpáticas da minha turma e contra todas as expetativas, são das minhas fixes na minha opinião. MAS, se há coisa que não gosto é que se metam a fumar erva a minha frente. Fumem em casa, onde vocês quiserem mas por favor, não quero ir para prisão com vocês, já me vou ver lixada para arranjar emprego com humanidades, não me lixem mais o currículo.
Odeio que fumem maconha a minha frente porque não quero sequer experimentar essa substância. Oh Victória, mas deixa-te de merdas, anda cá dar uma passa que ficas toda tola, anda lá, só uma. NÃO.
O meu limite é o tabaco e as pessoas que vivam com isso, eu também era de experimentar tabaco e odiava até, depois habituei-me e agora que começo a ter vontade de fumar em horas vagas sei que tenho de ocupar o tempo com alguma coisa se não tenho vontade de fumar. E eu vou deixar de fumar, porque estou a ficar viciada e só me dei de conta quando numa aula a única coisa que conseguia pensar era quero fumar, quero fumar, quero fumar, quero fumar, quero fumar.
E visto que já estou a ter problemas com o tabaco, não vou ser estúpida e meter-me com a mary jane porque ela é fudida. Cientificamente falando, o cérebro da pessoa começa a exigir mais doses a medida que este deixa de sentir tanto prazer como a primeira vez, e começa a fumar mais, e a comprar mais “paus” (puto, para mim a coisa mais obscena que pau pode significar é pénis), a pessoa vai aumentando doses para tentar sentir aquela moca que segundo as minhas colegas é 10 vezes mais aquilo que eu sinto quando fumo um cigarro standard de tabaco. Eu digo por experiência própria, o meu cérebro já deve estar a bloquear ou a fazer um efeito qualquer para que eu gradualmente comece a deixar de sentir algo (tabaco)
A moca não chega, já não há aquela alegria inicial, aquela excitação toda, aquele sentimento de tudo à volta ser perfeito e chega a um ponto que estão completamente descontraídos a fumar erva porque já não há efeito. Desenganem-se filhos ou vão acabar a meter cocaína num charro, é como a outra da minha turma que meteu oreos no cigarro (de tabaco). Deixem-se de ilusões ou vão acabar nus em cima da ponte 25 de Abril a perguntar-se que é feito dos duendes que falavam com vocês e vos abandonaram. Acreditem ou não, depois que a mary jane deixe de fazer efeito vão estar fodidinhos para experimentar drogas pesadas, e depois com a cocaine é que vão ser elas. O Kurt já dizia, a maioria das pessoas que experimenta drogas pesadas vicia-se.
Mas oh Victória, não sejas dramática, lá estás outra vez tu com essas coisas, marijuana não vicia rapariga. Estou a ser dramática? Não vicia? Então se não vicia porque é que é tão importante assim para imensas bandas/artistas que dedicam a sua vida a fazer musicas de legalize yoh, let’s smoke weed nigga man yoh, da gueto. Eu não acredito que uma droga possa ser a coisa mais importante da vida alguém, não acredito porque uma droga é algo que ilude alguém e revoltarem-se só com isto é muito descabido, quando há pessoas que nem sequer conseguem obter justiça em países de repressão, ou em países tipo Portugal que violas alguém e vais tipo cinco anos preso e um sem abrigo rouba um polvo e um champô e tem que pagar alta multa e os nossos políticos comem o dinheiro da troika que pessoas tipo eu e tipo vocês ou tipos os vossos filhos e netos vão ter que pagar de volta a Europa e em juros provavelmente. Isso sim merece montes de raps, músicas punk e cartazes de revolta, não a merda duma erva que não passa disso. Querem fumar maconha? Façam-no, mas não façam disso a vossa vida, de vez em quando, pah, na boa, mas eu não o vou fazer porque tenho 16 anos e sou bastante estúpida em alguns aspetos, verdade seja dita, incluindo não saber em que posso vir a ser estúpida.
Já viram o país em que vivemos? Isto não é Amesterdão meus querido cresçam, qualquer pessoa no seu perfeito juízo não seria capaz de dizer para legalizar a marijuana em Portugal. Há países desenvolvidos em que é possível esta droga ser legal porque são, enfim, desenvolvidos e há um controlo extremo e as pessoas tem mais cabeça do que aqui. Se nem com o álcool as pessoas conseguem lidar desde há séculos ou mais, acham mesmo que com a marijuana seria possível? Não.
Deixem-se da conversa de ser medicinal, a morfina também é e só se toma se se estiver quase a morrer meus grandes camelos, o brufen também é e não é por isso que vou tomar deles todos seguidos, e isto também vicia acham que não? Deixem-se destas coisas e estudem mas é que para isso que o estado paga e os meus pais pagam ao estado, meus estúpidos camelos ao menos eu quero estudar para ver se saio deste país em que só camelos como vocês que não estudam e vivem do rendimento mínimo são alguém, adios bitches.

Ps: É capaz que tenha erros, depois corrijo.

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Comments
  1. São coisas diferentes, mas acredita que o tabaco vicia mais que a “Maria Juana” 🙂

    Sugiro-te que tenhas mais cuidado com o tabaco, pois eu também exporadicamente sempre fumei todo o tipo de “fumos” já vão mais de dez anos, e aquilo nunca me viciou (e depois cheguei a uma fase que nem a moca daquilo, excluindo o seu efeito soníforo, se valia a pena) e em relação ao tabaco é que não há maneira de conseguir deixar.
    também comecei a fumar tabaco por volta dos 16 e é das coisas que mais me arrependo na vida, e agora essa cena que falaste sobre a vontade de fumar que acontece no inicio é um mau presságio. Andava eu no 11º ano e já contava os minutos para o intervalo para dar umas apetecíveis passas, mas nesse tempo era divertido, agora já não.

  2. Sabrina says:

    Fumar é bom, ui optimo até, o lixado é o depois, já vi muito boa gente a f*der a vida por causa da porcaria das drogas! Isso de te veres aflita por meter um cigarro na boca é lixado, e quando chegas a esse ponto sabes que é lixado voltar atrás! mas com força de vontade consegues lá chegar, sem duvida!

  3. Martini: Eu sei que é um mau pressagio, já andei uma fase que só queria fumar quando estava em baixo, depois não sei o que se passou com o meu sistema que agora não sinto essa necessidade de fumar para recuperar os ânimos.

    Sabrina: Haha, não, eu não ando com essa vontade de meter um cigarro na boca, vou ter porque de certeza que as substâncias do tabaco vão-me fazer efeito mais tarde ou mais cedo, mas ainda consigo deixar perfeitamente

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