Archive for February, 2012

Geralmente eu não deixo fluir as oscilações de humor que ocorrem no meu sistema quando tou na tpm mas tenho-as (porque eu tenho oscilações de humor com ou sem tpm), mas ao menos não sou como uma colega do meu ex, que certa vez ele disse a moça na cantina:
      -Queres que vá buscar-te água?
Ela:
Não quero nada! Não sou inválida!
image
Ele:
      -Estava só a ser simpático
image
Ela:
NÃO NÃO ESTÁS!
image

True Story.

So, eu apercebo-me que tenho tpm quando:

  • Uh, look a sweet couple there!
  • Quero passar mais tempo sozinha
  • Acho os bebés e crianças mais fofas do que nunca. Isn’t that weird?
  • Não tenho paciência para nada
  • I WANT CHOCOLATE!
  • Nunca mais toca, nunca mais vou para casa, quero ir para casa, nunca mais toca, nunca mais vou para casa
  • Can I have a cigar? 
  • Borbulhas. FFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFUUUUUUUUUU
  • Gosto de ouvir músicas melancólicas da Avril Lavigne
  • Porque é que eu nasci rapariga?
  • Rapazes? Bela merda não gosto nada disso (gosto muito de homens e tenho muitos amigos rapazes que são excelentes, mas diga-se que há deles que não compreendo e muito menos na tpm)
  • Digo PUTA QUE PARIU por tudo ou por nada
E vou ver The Walking Dead. Long live to zombies.
E pronto, tive que fazer a minha própria ai se eu te pego. Teve de ser. Não prometo que seja um sucesso internacional. 
Nossa, nossa que aula mais chata
Mas que tédio, ai ai que tédio
Tempos, tempos assim vocês me matam
Mas que tédio, ai ai que tédio

Ainda hoje na aula, a galera começou a falaar

E passou a pro’ssora mais feia
Tomou coragem e começou a gritar:
Calem-se, calem-se
Assim vocês me matam
Ai levam falta
Ai ai levam falta
Crianças, crianças
Assim vocês me matam
Ai se eu ponho falta
Ai ai se eu ponho falta
(quero ver vocês a sair agora)

Ponto G

Posted: February 27, 2012 in Bipolaridades, Isto não é tumblr mas...

Então, hoje eu aprendi a localizar o ponto G, não é muito dificil é só olhar com olhos de ver para o problema e prestar atenção, é preciso alguma técnica claro, é como em tudo, mas se tiverem uma calculadora gráfica é muito fácil pois é só mesmo fazer stat >calc>2 var stats. Estão a ver? Até vos ensino umas coisitas e tudo. O ponto G é o ponto médio dum diagrama de dispersão que não sei bem para que serve, talvez é só mesmo para gozar com a cara dos alunos, eu acho que o tipo que escreveu o livro fez de propósito “pronto, os erros que estão para cá neste livro não chegam não, vou por ponto G em vez de usar outro conceito qualquer porque os adolescentes são uns sacanas mesmo e vão-se cagar a rir com isto”. A sério, uma pessoa a tentar estudar e os valores no livro estão todos errados. FFFFFFFFFFUUUUUU.

A Victória, uma menina muito santinha que nem percebe nada dessas coisas reparou no ponto G na leitura do parágrafo e disse a Jelly. A Jelly disse “Que foi?”, eu fiquei do género nos meus pensamentos:
image
Jelly, mas tu és pior do que eu
Depois disse baixinho: Ponto G! Ponto G idiota!
image
E ela ficou:
image
Ah tens razão, ponto G

Passado um bocado como fiquei de novo a morrer de tédio virei-me para um tipo e disse:
Olha lê o paragrafo que começa não sei onde

Ele leu três vezes até se aperceber. Depois de ter ficado assim:
image
Virou-se para o colega ao lado e contou-lhe, o rapaz ficou do género:
image
O que é que tem? Desde quando ponto G tem haver com foda?

As nossas reações:

A sério, O que é que isso é? 
image

Estão a ver? Os rapazes da minha turma podem dizer que sabem onde fica o ponto G porque não é mentira nenhuma. Os que prestaram atenção, claro.

everything about this.

Dizem-me que é muito difícil que eu venha ser pianista porque não toco piano desde os seis anos, toco desde para aí os dez, apesar de só em Novembro do ano passado tenha voltado a ter aulas depois de quatro anos parada. E é verdade que é mesmo muito difícil porque as minhas mãos vão ganhar o jeito com maior lentidão do que uma criança, as crianças não aprendem mais rápido, é mentira, elas apenas tocaram durante mais tempo quando tiverem a minha idade e absorvem tudo porque são pequenas e fazem tudo o que lhes mandam, elas demoram por volta de um ano para tocar todas as partituras dum livro qualquer enquanto que eu faço isso em 3 ou 4 meses, e mesmo que eu aprenda mais rapidamente porque sou mais velha e tenho a motivação, eu continuo em desvantagem porque quando eu chegar aos 20 anos eu toquei durante seis anos, elas tocaram durante 15 anos. E isso é o que me faz ficar triste porque eu não quis voltar a ter aulas no sexto ano por preguiça, e não quis entrar no conservatório quando tinha 9 ou 10 anos e os meus pais culpam-se a si próprios porque eles sabem que neste momento eu estaria a tocar grandes peças se me tivesse enfiado no conservatório, agora eles tem que pagar para que eu possa aprender. Mas o conservatório muito pouco provavelmente me teria mostrado a paixão que encontro na minha escola de música e no meu mp3, e pelos relatos da minha professora e doutros, cada um tenta tocar mais rápido que o outro, é que não faz sentido, não faz sentido, música é para ser sentida e ouvida, e não para competir de forma ridícula, é daí que surgem os artistas extremamente comerciais. A futilidade.
O que me lixa também, é que mudaram todas as regras no conservatório e mesmo que eu tocasse magnificamente eles não me iriam aceitar porque há uma criança de sete anos para substituir um adolescente que já “não tem idade para aprender a tocar um instrumento”. Eu digo-vos a idade, talvez eu faça as coisas porque gosto e tenho a ambição que numa parte das crianças é substituída pela ambição dos pais e isso também me lixa, as crianças que brinquem façam o que queiram, depois quando forem adolescentes que se metam em tudo o que lhes apetecer, fotografia, música, desporto, dança, seja a coisa que for porque é na minha idade que se começa a pensar o que se quer para a vida e que se começa a encontrar uma diferente paixão pela vida, e digam o que quiserem porque eu sei que é difícil, eu sei que perdi muito tempo, eu sei que a culpa é minha, mas eu era uma criança e naquele momento o que eu queria era jogar basket, e joguei porque gostava e continuo a gostar, não fui obrigada. Também andei no ballet e os meus pais não me obrigaram, tinha 8 anos e decidi que ia fazer ballet porque gostei de ver as meninas a dançar, e continuo a lembrar-me das posições, já não consigo por os pés na cabeça mas cresci com postura (mesmo que ultimamente ande com as costas tortas).

E se eu quisesse voltar a dançar e metesse na cabeça a ideia de ser primeira bailarina eu iria matar-me a treinar porque mesmo que uma miúda de 5 anos tenha mais hipóteses não é impossível, milagres só Deus é verdade, mas quantas pessoas já viram a tocar bateria sem as mãos, ou bailarinas de fama internacional com problemas nos pés, ou corredores paraplégico? Tal como os músculos duma adolescente que quer ser bailarina não foram educados na infância as mãos duma pianista também não, mas sei lá, é tão injusto esta situação que eu acho que temos de dar a volta, é das coisas mais injustas na vida, não poder se isto ou fazer aquilo porque não fomos educados para isso quando éramos crianças. É, é que a vida é tão lixada, especialmente em áreas como a música que temos de decidir se estamos ou não a altura. E eu estou a altura de mandar toda a gente bugiar porque nada é impossivel, o impossível só demora mais* e mesmo que tenha perdido muito tempo e haja uma criança que possa vir a ser mais chances que eu, eu sei que para se chegar a ter sucesso é preciso cometer muitos erros (como os Green Day disseram), e este foi um deles, eu vou fazer de tudo para ir para a Royal Academy of Music em Londres, digam a merda que entender, nunca cheguei a lado nenhum a ouvir comentários rudes, a não ser a ter haters que acabam por me tornar mais forte porque quando nos odeiam é por uma razão bem forte, o ódio é um sentimento que só se sente por uma razão bem justificada, e só há duas opções, ou eu acabei com a vida delas dalgum modo ou eu tenho algo que eles não tem. So easy like that. Haters always gonna hate.
E é isso mesmo, eu quero ser pianista, e eu quero e eu quero e eu continuo a ser teimosa como uma criança, e quero isto para a minha vida, sim, amanhã posso acordar e querer ser médica ou vendedora de farturas, mas fui educada por um pai que me diz sempre “na vida uns empurram outros são empurrados, és qual tipo de pessoa?”, e se neste momento tenho a ambição, e tive-a desde o momento em que vi uma colega a tocar fur elise nos meus 9 anos, e guess what, é a música que estou a aprender agora, eu quero fazer isto e eu não vou desistir dos meus sonhos, eu vou empurrar, prefiro sangrar e suar do que acomodar-me e viver confortavelmente, prefiro lutar do que ser empurrada.
E eu vou para a Royal Academy, porque nessa altura eu vou ter cabeça e vou ter a idade para competir, só espero que não me leve a mediocridade de tanto tocar para ser a melhor, porque para mim um artista pode perder tudo quando deixa de ser, bem, de ser um artista.

*Dan Brown
Ps: Isto é um cadito grande pode ter erros que depois corrijo

Então está uma pessoa descansada num banquinho e aparecem os mitras da minha turma, enrolam um charro de mary jane e quando dou por mim, num canto longe a olhar para a paisagem, está o pessoal todo pedrado.
Nada tenho contra os mitras da minha turma, porque não são os únicos metidos nestas coisas e são de perto as pessoas mais simpáticas da minha turma e contra todas as expetativas, são das minhas fixes na minha opinião. MAS, se há coisa que não gosto é que se metam a fumar erva a minha frente. Fumem em casa, onde vocês quiserem mas por favor, não quero ir para prisão com vocês, já me vou ver lixada para arranjar emprego com humanidades, não me lixem mais o currículo.
Odeio que fumem maconha a minha frente porque não quero sequer experimentar essa substância. Oh Victória, mas deixa-te de merdas, anda cá dar uma passa que ficas toda tola, anda lá, só uma. NÃO.
O meu limite é o tabaco e as pessoas que vivam com isso, eu também era de experimentar tabaco e odiava até, depois habituei-me e agora que começo a ter vontade de fumar em horas vagas sei que tenho de ocupar o tempo com alguma coisa se não tenho vontade de fumar. E eu vou deixar de fumar, porque estou a ficar viciada e só me dei de conta quando numa aula a única coisa que conseguia pensar era quero fumar, quero fumar, quero fumar, quero fumar, quero fumar.
E visto que já estou a ter problemas com o tabaco, não vou ser estúpida e meter-me com a mary jane porque ela é fudida. Cientificamente falando, o cérebro da pessoa começa a exigir mais doses a medida que este deixa de sentir tanto prazer como a primeira vez, e começa a fumar mais, e a comprar mais “paus” (puto, para mim a coisa mais obscena que pau pode significar é pénis), a pessoa vai aumentando doses para tentar sentir aquela moca que segundo as minhas colegas é 10 vezes mais aquilo que eu sinto quando fumo um cigarro standard de tabaco. Eu digo por experiência própria, o meu cérebro já deve estar a bloquear ou a fazer um efeito qualquer para que eu gradualmente comece a deixar de sentir algo (tabaco)
A moca não chega, já não há aquela alegria inicial, aquela excitação toda, aquele sentimento de tudo à volta ser perfeito e chega a um ponto que estão completamente descontraídos a fumar erva porque já não há efeito. Desenganem-se filhos ou vão acabar a meter cocaína num charro, é como a outra da minha turma que meteu oreos no cigarro (de tabaco). Deixem-se de ilusões ou vão acabar nus em cima da ponte 25 de Abril a perguntar-se que é feito dos duendes que falavam com vocês e vos abandonaram. Acreditem ou não, depois que a mary jane deixe de fazer efeito vão estar fodidinhos para experimentar drogas pesadas, e depois com a cocaine é que vão ser elas. O Kurt já dizia, a maioria das pessoas que experimenta drogas pesadas vicia-se.
Mas oh Victória, não sejas dramática, lá estás outra vez tu com essas coisas, marijuana não vicia rapariga. Estou a ser dramática? Não vicia? Então se não vicia porque é que é tão importante assim para imensas bandas/artistas que dedicam a sua vida a fazer musicas de legalize yoh, let’s smoke weed nigga man yoh, da gueto. Eu não acredito que uma droga possa ser a coisa mais importante da vida alguém, não acredito porque uma droga é algo que ilude alguém e revoltarem-se só com isto é muito descabido, quando há pessoas que nem sequer conseguem obter justiça em países de repressão, ou em países tipo Portugal que violas alguém e vais tipo cinco anos preso e um sem abrigo rouba um polvo e um champô e tem que pagar alta multa e os nossos políticos comem o dinheiro da troika que pessoas tipo eu e tipo vocês ou tipos os vossos filhos e netos vão ter que pagar de volta a Europa e em juros provavelmente. Isso sim merece montes de raps, músicas punk e cartazes de revolta, não a merda duma erva que não passa disso. Querem fumar maconha? Façam-no, mas não façam disso a vossa vida, de vez em quando, pah, na boa, mas eu não o vou fazer porque tenho 16 anos e sou bastante estúpida em alguns aspetos, verdade seja dita, incluindo não saber em que posso vir a ser estúpida.
Já viram o país em que vivemos? Isto não é Amesterdão meus querido cresçam, qualquer pessoa no seu perfeito juízo não seria capaz de dizer para legalizar a marijuana em Portugal. Há países desenvolvidos em que é possível esta droga ser legal porque são, enfim, desenvolvidos e há um controlo extremo e as pessoas tem mais cabeça do que aqui. Se nem com o álcool as pessoas conseguem lidar desde há séculos ou mais, acham mesmo que com a marijuana seria possível? Não.
Deixem-se da conversa de ser medicinal, a morfina também é e só se toma se se estiver quase a morrer meus grandes camelos, o brufen também é e não é por isso que vou tomar deles todos seguidos, e isto também vicia acham que não? Deixem-se destas coisas e estudem mas é que para isso que o estado paga e os meus pais pagam ao estado, meus estúpidos camelos ao menos eu quero estudar para ver se saio deste país em que só camelos como vocês que não estudam e vivem do rendimento mínimo são alguém, adios bitches.

Ps: É capaz que tenha erros, depois corrijo.