Archive for August, 2011

Nota ao leitor: O título deve ser lido like a british mesmo que eu o tenha tirado daquela música dos Guns
Nota ao leitor 2: Que fique claro que a crítica presente neste post é uma generalidade, ou seja, é óbvio que há excepções, até porque eu conheço algumas.

Nunca vos disse que no ano passado fui à Inglaterra? Bem, a minha mãe conhece lá um casal amigo que até tem filhas, uma delas tem a minha idade. De facto ela e a irmã mais nova estiveram cá no fim-de-semana, coisa que me refrescou o palácio de buckingham, Oxford (aquilo é só universidade, livros, casas de pedras, universidade e lojas de pedra com os típicos casacos a dizer Oxford de 20 libras), Londres (Legendariamente awesome, nunca tinha visto tantos punks juntos, rezo para que a maioria não seja poser, ah e vi a guitarra do Kurt Cobain no hard rock café), Stonehenge (fiz umas quantas poses ridículas frente as pedrinhas, mas isso é comum, seja em Lisboa, Madrid, cú de judas), o Underground (há uma estação que mais parece um aeroporto), a plataforma 9 e 3/4 e o segurança estrangeiro a dizer “Arry Poté not here, Arry Poté not here” ou algo do género, mas também me lembrei do lado negativo.
Um dia eu fui com a filha dos amigos dos meus pais à escola para eu ver como era o sistema de educação e as pessoas. Quando me disseram que estava perante uma turma equivalente ao 8º ano eu não conseguia acreditar. Eram baixos demais, as suas caras ainda não tinham passado pela puberdade, os rapazes comportavam-se como putos do quinto ano, as raparigas continuavam com o lema “No boys are allowed in my bedroom”. Depois quando fomos almoçar compreendi, a alimentação deles era a base de fast food há anos.
Foi como estar num campo de férias, a matemática era tão simples que eu, mesmo não conseguindo falar inglês (paralisava não sei por quê) consegui ajudá-los numa boa. Eram contas duma despesa dum jantar, coisa que eu fazia na primária, por esta altura eu já sabia fazer equações do primeiro grau. E eles simplesmente não conseguiam fazer nada, olhavam para aquilo como se fosse um problema que incluia trigonometria ou uma equação do segundo grau. Eu era aluna de 3 e consegui fazer aquilo com uma grande facilidade, algo tem de estar errado (para vos dizer a verdade só soube fazer equações do segundo grau e coisas trigonométricas durante dois dias).
As crianças inglesas tem tudo o que querem e o pior é que não sabem o que tem, tem iPod Touch’s, iPhones, iPads, PS3’s, Nintendos, xbox’s, computadores de última geração e tudo isto de mão beijada, coisa que faz com que elas não consigam aproveitar ao máximo as suas funcionalidades de cada objecto (e são capazes de ter um iPod Touch e um iPhone quando os dois aparelhos são praticamente iguais, a única diferença é que o iPhone dá para telefonar e tira foto em melhor qualidade, mas culpem a burrice dos pais).
Eu até conheci uma miúda que me perguntou com cara de idiota:
          -Portugal? What is that?
Fiquei calada e chamei a filha dos amigos dos meus pais para lhe dar a localização de Portugal, fiquei tão parva com aquilo que bloqueie ainda mais. Apeteceu-me gritar-lhe em português:
          -CABRA! INGLATERRA E PORTUGAL TEM A MAIOR ALIANÇA DE TODOS OS TEMPOS E TU NÃO SABES QUEM NÓS SOMOS?
Agora só para terem um pouco a noção da vida em Inglaterra… Sabiam que pagam 500 libras por cabeça até uma determinada idade duma criança por mês? Sabiam que pagam (ou pelo menos pagavam, com a crise já não sei) 30 libras por semana aos que faziam o secundário? Sabiam que as mulheres não podem trabalhar mais do que duas horas por dia porque têm de estar com os filhos? Sabiam que apartir dos 14 anos um adolescente por lei já tem de ter o seu próprio quarto? Sabiam que pagam um dinheirão aos deficientes e muita gente se torna naqueles obesos que andam em cadeiras de rodas só para beneficiarem desse dinheiro? Sabiam que imensas miúdas de 16 anos deixam a escola para terem um filho e viverem dos benefícios? E o pior é que quem toma conta deles são os pais.
Os ingleses são seres frios. E além disso fecham tudo tão cedo. É irritante. É que até os últimos comboios da estação King Cross em Londres para Cambridge são as 11 da noite. Foda-se, eu posso pegar num comboio às duas da manhã e ir para Lisboa, claro que depois a polícia me mandava de volta para casa e os meus pais me tiravam o pc, mas na teoria podia fazê-lo.

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Talvez seja só um pesadelo mas eu creio que faz parte da realidade, eu guardo-o no armário porque não quero que ele magoe ninguém. Está escondido dentro de mim, no fundo do meu próprio ser e ninguém o imagina quando me olha nos olhos. Mas eu vejo-o de cada vez que me olho nos espelho. Talvez alguns saibam que ele existe e tentam alimentá-lo para que ele cresça e me domine. Uma pequena dose de raiva é suficiente. Outros tentam tratá-lo porque sabem que pode destruir-me. Lembrando-me de quem eu sou. São poucos, posso contá-los com os dedos de uma só mão.
Fica dificil saber quem quer o quê quando um monstro nos tenta controlar, perco o controlo de mim mesma e duvido de quem eu sou. É difícil saber quem me quer bem e quem me quer mal quando faz tudo parte de um jogo. Quando eu sou o pião do tabuleiro e me tentam manipular para fazer pontos. Queria que as coisas fossem mais simples e limpas, gostava de ser mais pura e julgar menos, se ao menos os meus instintos não controlassem tanto a minha mente, nem a minha mente julgasse tanto os meus sentimentos. Magoa saber que às vezes é uma ilusão. As amizades que me pareceram tão verdadeiras e trasparentes não passaram de uma farsa, tantos meses de apoio para descobrir no final que era tudo um jogo. O jogo era meu. Ninguém tinha porque se meter. E continua a ser meu porque esse jogo chama-se a minha vida e os meus sentimentos.
Não tinhas porque perder tempo a oferecer o teu ombro para eu chorar, podia ter-te ido embora com cara de tédio, podias tê-lo feito mais cedo, eu não precisava de um amigo falso no pior momento da minha vida. Não era suposto fazeres dum jogo aquilo que eu já tinha perdido. Eu no fundo sabia que tu chegarias ao final e nos dirias que nos irias ignorar, pena que não mo disseste na cara. És tão corvarde, tão hipócrita, um traidor, um inútil, um perdedor, um desperdicio de tempo e de sémen, um falso, que usa as pessoas apenas para bem do seu ego. Julgas tanto os outros pela aparência mas tu também tão ficas muito atrás, tens a mania que és bom e que vais arranjar gajas, mas no fundo és só um pobre coelho perdido a chorar no meio da floresta. Elas nem sequer vão querer sexo de ti. Cheiras mal não é por nada.

Ps: Acredito que cheguem ao final disto e não percebam nada. Mas eu perdoo-vos.
Ps2: Acredito também que alguns já leram isto antes de eu me ter lembro de publicar esta notinha. Eu simplesmente acho que há coisas demasiado pessoais e por isso não  há a opção de comentar.

Objecto em estudo número 1:

As raparigas apaixonam-se por aquilo que ouvem, os rapazes apaixonam-se pelo que vêem. É por isso que as raparigas usam maquilhagem e os rapazes mentem. (Frase que tem tido muita popularidade pelas redes sociais, de autoria desconhecida)


Resultados das analises do objecto número 1:


Deixa-me ver se percebi. As raparigas apaixonam-se por coisas que os rapazes dizem e para que eles consigam com que isso aconteça, dizem meia duzia de palavras fofitas e coisitas e não sei quê, e de repente, ela já está caídinha. E se os rapazes se apaixonam pelo que vêem, elas usam maquilhagem para atraí-los. Até aqui eu já cheguei.
Então neste caso, os rapazes apaixonam-se pelas atrizes porno, certo? Se eles se apaixonam pelo que vêem. E as raparigas pelos idiotas que só dizem “Eu amo-te” como quem diz. Acho que já percebi.
Uma pergunta… Em que século vivemos? E quem é que foi o idiota que disse isto?
Ponto número um, as raparigas também gostam de sexo, logo a parte da beleza também lhes interessa, e como fazemos parte da sociedade contêmporanea os homens cada vez mais preocupam com a a aparência. Ponto número dois, as raparigas também mentem, ou são só elas que são traídas?
Ponto número três, os rapazes tem a parte visual mais desenvolvida do que as mulheres e por isso são muito visuais, mas o facto de acharem uma moça boa ou linda não significa nada, e por contra partida as raparigas tem a parte comunicativa mais desenvolvida logo expressam-se mais facilmente, só que isso não implica que sejam mais vulneráveis ou que se apaixonem com um conjunto de palavras.
Ponto número quatro, o amor é um cocktail de hormonas por isso não interessa muito as partes do cérebro, portanto tudo o que disse pode não interessar.
Ponto número cinco, não faz sentido. Não faz mesmo. Se assim fosse seria quase impossivel haverem relações porque o gajo apaixonar-se-ia pela primeira moça bonita que visse na rua enquanto estivesse de mão dada com a namorada e andaria sempre a mentir-lhe, e a gaja deixaria o namorado porque outro lhe disse coisas mais bonitas e só conseguiria namorar se usasse maquilhagem. Por acaso este tipo de coisas até acontecem (mas sinceramenre duvido muito que isso seja amor, por isso esqueçam o termo apaixonar). Seja como for é uma coisa muito estúpida que não compreendo.
Enfim, esta frase é uma coisa estúpida que não compreendo.

Nem todos os homens são brutos, podem saber perfeitamente expressar o seu amor
Nem todas as mulheres são ingénuas, podem saber perfeitamente o que querem
GOD DAMMIT! YOU GONNA BURN IN HELL YOUTUBE!!!!

Nota: Apeteceu-me mudar o nome do desafio. 

A música do teu album favorito… Ora bem… Vou colocar várias músicas de vários albuns e vocês adivinham, tá? (não vale passar com o rato no video se não são logo desqualificados e processados). Quem adivinhar todas as músicas recebe um biscoito, okay? Vá estava a brincar, não recebem biscoitos nenhuns.

21 Century Breakdown, identifico-me muito com esta música e acho que este é o album mais punk deles. Digam o que quiserem green day fans que dizem que post-american idiot não é punk. 
Love is Dead, a Kerli é uma artista com todas as letras e este album é legendariamente awesome. Super alternativo. Adoro. Também me identifico com está música. Mais uma vez, youtube deixa-te de merdas
AB III, ponto número 1, o Myles tem idade para ser meu pai mas mesmo assim eu quero casar com ele,
ponto número 2, já ouviram a letra, as guitarras e a batida? É fantástico!
Appeal To Reason (vai-te foder oh direitos do Youtube que não estou com paciência),
este album concentra-se muito em quastões politico-sociais e eu simplesmente adoro. Os Rise são muito punks. A maior banda de punk que fala de questões politicas. Legendariamente Awesome.
Slash, lembro-me de no ano passado estar a ouvir está música no carro do meu cunhado, alias ele meteu-me a ouvir o Slash. Gosto muito deste album, os artistas que trabalharam com o Slash fizeram um óptimo trabalho.
The Runaways, hell yeah estão a ver as primeiras raparigas que rockaram o mundo. É tão rock n roll.
…E fico-me por aqui. Btw, tenham um fim de semana legendariamente awesome.

Piores formas de acordar

Posted: August 19, 2011 in Nem merece uma tag

Piores formas de acordar de manhã ou durante a noite:
-Uma mensagem a 1 e tal. No momento que faltam segundos para adormecermos.
-Um concerto pimba
-Uma segunda banda a tocar músicas rock porreiras (como basket case, summer of 69 e Uprising)
-O cão a ladrar as seis e tal da manhã
-Vontade de ir a casa de banho e cruzar-se com alguém que começa a dar-nos listas de coisas para fazer
-Uma segunda pessoa a dar-nos listas de coisas para fazer
-O pai a reclamar
-O toque despertador do telemóvel duma música relativamente calma (Shade) depois de ter dormido uma ou duas horas
-O telefone e o seu toque irritante com o meu pai a dar-me uma lista de coisas para fazer

Agora imaginem tudo na mesma noite, quando na noite passada dormiram umas seis horas, tem problemas para adormecer e já não se aguentam de pé as nove da noite. Dormir as prestações não é bom acreditem. Acho que vou dormir a sesta hoje não é por nada.

Lá se foi o meu sonho de dormir até as 11 ou 12 horas nas férias.

Hoje à tarde comecei a ouvir gritos. Gritos dum homem zangado. Achei primeiro que seria uma discussão qualquer entre os trolhas que estão a fazer obras na casa ao lado, mas depois achei que não fazia muito sentido porque assim perderiam o emprego. Fui à janela para perceber o que se estava a passar. Era um homem a gritar na rua com a mulher. São do género vizinhos meus na diagonal. Gritava a sério, não eram os gritos duma pessoa chateada, ele berrava. Há anos que ele bate e grita com a mulher, sempre viveram assim e para piorar a situação ele agora tem alzheimer e as pessoas quando começam a passar-se da cabeça tornam-se violentas.
Eu não sabia o que ia acontecer por isso peguei no telemóvel, marquei o 112 sem ligar e fiquei a observar, vi a mulher com cara de humilhação, o homem tinha desaparecido, estavam dois velhos cá fora, e decidi sair de casa só para observar melhor a situação. Como não tinha chaves (os meus pais não arriscam comigo), pus um sapado na porta só por se viesse uma rajada de vento, meti fones no telemóvel e fui para o jardim fingir que nada tinha visto.
         -Olha que eu vou chamar a polícia! – disse um dos velhos
         -A polícia não, a polícia não! – respondeu o louco
Ele veio cá para fora e olhou para mim, pus-me a meio cantarolar a fingir que estava a ouvir música e comecei a olhar para as flores. Fiquei mais um bocado só para perceber a expressão corporal dele, se tinha ficado enfurecido ou intimidado. Acho que ficou intimidado mas não deixo de ter medo dele. Só espero que tenha mesmo alzheimer. A partir de agora começo a andar com algo no bolso não vá ser que lhe dé um ataque e me faça algo.
E depois fui para casa e pensei, sendo assim mais vale chamar a polícia, e apercebi-me que não sabia o número da polícia e para encontrá-lo na net foi dificil. Eu queria fazer uma denuncia. Aquele homem tem batido na mulher durante tantos anos e nem ela nem ninguém fez nada. Eu queria fazer mesmo uma denuncia. Só que tinha vários problemas. Primeiro, eu não sabia como fazer uma denuncia. Não sabia se chamaria a PSP ou a GNR ou qual dos números é que era. Segundo, eu queria que fosse de forma anónima mas depois o meu pai explicou-me que teria de ir parar a tribunal para testemunhar. E terceiro, eu não queria meter-me em alhadas, muito menos onde há uma pessoa enlouquecida, o advogado iria logo usar isso (mas a mulher ia desmentir tudo por medo). Senti-me mesmo revoltada, estava ali uma mulher espancada durante anos e não podia fazer nada. E o pior de tudo quando contei o que tinha acontecido aos meus pais, quer dizer, a parte de eu ter espiado não se não eles matavam-me, foi a minha mãe me ter dito
         -Ai não te armes em heroina, não te ponhas a querer salvar o mundo
É, devo ter poderes sobre-naturais por querer ajudar alguém. Devo ser mesmo uma freak ou uma criança numa das suas crises. Quer dizer, umas pessoa ganha a coragem de sair de casa para perceber o que se está a passar, pesquisa informação sobre o assunto e para além de receber respostas destas apercebe-se que a justiça nem sempre é tão justa. Mais uma vez.
É preciso que as pessoas morram espancadas até a morte para que a polícia venha ao local. É preciso que 50 milhões de pessoas morram de tifo ou de tortura para que as pessoas se apercebam que a paz é a melhor política, mas mesmo assim o mundo quer ver ainda mais sangue.

Diz-me tu oh livrinho de leis e afins, parece-te mais certo uma menor de idade meter o nariz onde não deve e chamar a polícia ou alguém morrer espancado até a morte porque está um louco à solta?

No outro dia um carro quase me passou por cima. Lembro-me dos travões a roçar no chão com toda a sua força. O cheiro a queimado. O condutor com vontade de me matar, eu cagada de medo ainda a segurar os travões da minha bicicleta porque eles me tinham salvo a vida. E daquela vez que o meu pai estava a tirar o carro do lugar quando um idiota ultrapassou a toda a velocidade e só não bateu no carro que vinha de frente por uma questão de segundos. E se o meu pai não tivesse tido tempo para travar? E se o carro que vinha da frente tivesse entrado na estrada segundos mais cedo? Eu não sei o que teria acontecido. Talvez triplo acidente, golpe trazeiro no meu carro (a forma mais comum de causar traumas ou fracturas na cervical, ou qualquer outro dano na coluna), golpe lateral no carro que estava a cometer a impruência causado pelo meu, e ainda falta o outro carro que lhe bateria de frente ou nas portas do meu carro, mais provavelmente bateria nas portas do meu carro numa tentativa de se desviar. Fazendo uma simulação na minha cabeça, golpe na coluna e outra série de traumas causado pelo primeiro carro, o meu pai a bater com a cabeça no volante, e se ainda estivesse consciente pensaria, já passou, e nesse preciso momento as portas da frente esmagar-se-iam, o banco do meu pai acabaria em cima de mim, a cabeça dele bateria na minha. Traumatismo craniano. E acabaria  com a cabeça espetada no vidro. Mas felizmente nada aconteceu, o meu pai travou a tempo, o carro a fazer a ultrapassagem apitou, o outro nem se apercebeu de nada. E ficamos a maldizer o tipo durante o resto do dia.
Trágico, não? Pior é pensar que estas coisas acontecem de verdade e podem acontecer a qualquer um. Às vezes os carros não conseguem travar, crianças saem das suas cadeirinhas e acabam espetadas no vidro, pessoas perdem membros ou a capacidade de andar por causa de pequenos descuidos que causam grandes acidentes.

2003. A minha irmã tinha 19 anos, tinha sido o primeiro dia da universidade, estava a voltar para casa e chovia torrencialmente. Em casa os meus pais estavam preocupados porque era tarde. Ela perdeu o controlo do carro, tentou travar mas a estrada estava demasiado molhada, ela sentiu que ia morrer. Espetou-se num muro e um poste cortou o carro ao meio. Mais três centimetros, disse o mecânico, mais três centimetros e ela estaria morta, ou feita em puré de batata. Mas ela só ficou com alguns arranhões. Que sorte, não? Agora pensem que nem todas as irmãs de todas as crianças do mundo tem a mesma sorte. Ela chorou que nem um bebé quando se voltou a cruzar com o senhor volante e guinchou dizendo que não queria nunca mais voltar a conduzir. Mas ela lá ultrapassou o trauma
2004 ou 2005. A professora estava atrasada. Começamos a dar palpites, achamos que era por causa do bebé dela, que talvez ela tinha ido fazer uma ecografia. Mas quando apareceu a carrinha do ATL soubemos que o filho da nossa idade dela tinha sido atropelado. “Sabias que lhe abriram a cabeça? Os médicos viram o cérebro dele!”, lembro-me de uma colega minha me dizer. Na altura não acreditei muito, mas quando conheci o rapaz e o amigo dele que o tinha visto a ser atropelado soube que para além da cicatriz enorme na cabeça tinha o joelho cheio de pontos e era de cor roxa meio acinzentado. Nas aulas de piscina do 5º e do 6º ano lembro-me do ver a usar os calções mais largos possíveis e uma protecção no joelho. Ele está bem, deve ter uma sequela ou outra mas está bem, ele tirava boas notas na altura.
16/08/2011 – Ontem. Um homem foi atropelado enquanto andava de bicicleta na minha rua. Está morto.
Também conheço uma mulher que tem uma prótese na perna e conheci um parapelégico, ambos tiveram acidentes de moto. Ouvi falar duma mulher que ficou sem uma perna por não usar o cinto e frente da minha casa já aconteceram vários acidentes graves. Houve um moche de motas e um rapaz de 21 anos quase matou a filha da minha vizinha. Mas mesmo assim a polícia não fez nada, ele há seis meses espetou-se num muro e a polícia voltou a fazer nenhum. Agora não me perguntem porque é que sou tão trágica. Já agora, eu continuo a gostar muito de carros e mal posso esperar para tirar a carta mas por favor, se conduzir, não seja idiota.