Archive for July, 2011

Só uma?? -.- Agora vou-te lixar porque vou por mais do que uma.

2009
2001
1992
Porque Green Day é uma banda épica!
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Eu resisto a muita coisa. Não tenho medo de aranhas (ao menos que tenham pelos), já tomei banho de lama, já corri nos corredores de noite na escola e dei de caras com um lobo embalsamado, já conheci pessoas que gostavam do Justin Bieber, já me meti numa montanha russa que atingia bons kilómetros em poucos segundos, mas se há coisa que me faz ficar pálida de medo e murmurar que nem uma pita de onze anos que tinha medo das minhas histórias de terror que incluiam coisas muito mas mesmo muito assustadoras como Harry Potter (e sim, isto é verídico) é ir ao dentista e ouvir o som da broca em cima de mim. E o pior é que nem o dentista é uma pessoa normal na minha vida. Da outra vez que tirei um siso a extração foi tão complicada que quando o encontrou e mo tirou meteu as mão ensanguentadas a minha frente e disse todo contente como um puto que apresenta o seu novo escaravelho de estimação aos amigos:
           -Olha o teu cisooo!
No momento que vi aquele pedaço de dente tive uma quebra de tenção e fui chamada de “copinho de leite”. E ontem, que também tirei um ciso e me voltou a cair a tenção fui de novo insultada, desta vez de “passarinho piupiu”. Quando saí com a cara pálida, as pernas trémulas e de gelo na cara uma rapariga olhou para mim e congelou de medo, os outros pacientes olharam-me como se fosse o dentista me tivesse feito mal, e fez, ameaçou-me umas quantas vezes de me cortar a lingua para ficar quieta e calada.
Agora o gelo é o meu novo melhor amigo e daqui a uns dias a minha bochecha vai apresentar, cada dia, uma cor diferente. Um dia há-de ser roxa, outro azul e por fim amarelo. Devo ter poderes mágicos ou algo do género…
Agora a falar de traumas, ontem vi o primeiro episódio de Miami Medical, e devo dizer que está espetacular. Pelo nome já devem ter percebido que se trata de um medical drama. “Nós não tratamos narizes a sangrar, adolescentes com vómitos ou dedos torcidos, deixamos isso para os nossos amigos das urgencias”, disse logo no início uma personagem, porque o que eles fazem é uma questão de vida ou de morte, não tem tempo para jogar pelo seguro, é a hora de ouro, os últimos 60 minutos para salvar a vida de alguém. Espero que os próximos episódios sejam tão bom como o primeiro.

Tens menos de vinte e quatro horas… Amanhã antes do por de sol vais tirar o ciso… – Disse uma voz grossa e fulminante ao telefone. Esperem, afinal era só o meu pai – Então estás viva? Já não falava contigo desde há três horas! Olha (blá blá blá), ah e mudança de plano, amanhã vais tirar o ciso!

Largo o telefone e fico tipo:

What? Oh no, no that’s not possible…
Oh no, It’s actually possible. OMFG.
OH NO, I WILL KILL THE DENTIST!
[No dia seguinte depois do pôr do sol…]
Oh no, i just don’t feel my mouth.

Ginny Weasley and the…

Posted: July 16, 2011 in São teorias

Então estava a ver isto no tumblr e depois de rir-me um bom bocado perguntei-me: Mas porque é que se esquecem sempre da Ginny Weasley? E decidi fazer a minha versão da Ginny primeiro porque é a minha personagem favorita da saga e segundo porque não tenho nada para fazer e não me apetece ir dormir.

Ginny Weasley and when J.K. Rowling didn’t care about her
Ginny Weasley and the year she talked with snakes while possessed and had a crush with the boy who lived
Ginny Weasley and the year J.K. Rowling forgot her
Ginny Weasley and the Quidditch World Cup, boys and nothing more else
Ginny Weasley and the bitch of the asian girl
Ginny Weasley and the fuck yeah Harry loves her
Ginny Weasley and the bitch of Bellatriz Lestrage trying to kill her

Agora eu 😀

Victória Esseker and the year she found a book in the school library
Victória Esseker and the time she tried to learn how to speak with snakes
Victória Esseker and the time she said a lot of times expectro patronos and nothing happened
Victória Esseker and the time she really wanted to play Quidditch and be at hogwarts
Victória Esseker and the bitch of the asian girl kissing Harry Potter who should be kissing Ginny
Victória Esseker and the only book she own
Victória Esseker and the I WANT MORE at the end

Deitem-se na cama ou no sofá ouçam isto, relaxem e passados uns minutos estão a dormir. Confiem em mim.

Decidi que hoje vou contar a história (mais aborrecida que um dia ouvirão) de como eu, pita que ouvia música da Mtv aos doze anos se transformou nesta coisa que a minha mãe considera imprudente.
Eu era uma pita, uma completa pita que aos doze anos não dizia uma asneira, ficava boquiaberta com assuntos sobre sexo, não tinha intenções de perder a virgindade antes da noite de núpcias, queria ser popular, ter muitos amigos no MSN (facebook ainda não era muito popular na altura) e que ouvia, mais ou menos, o que estava na moda, como Pussycat Dolls.

When I grow up
I wanna be famous, I wanna be a star, I wanna be in movies
When I grow up
I wanna see the world, drive nice cars, I wanna have boobies
When I grow up
Be on TV, people know me, be on magazines
When I grow up
Fresh and clean, number one chick when I step out on the scene

Então, como é possível que isto tenha acontecido? Que tenha começado a pensar? Sim, eu entrei na adolescência, e quê? Podia ter ficado na mesma e ter-me juntado a colecção das fotos do Facebook.

No ano de 2009 saiu o album 21 Century Breakdown duma banda punk chamada Green Day. Lembro-me que uma amiga minha e um amigo meu, ou melhor uma paixoneta que eu lá tinha (e que lá se manteve mas essa é outra história ainda mais aborrecida) me perguntaram se eu já tinha visto o novo video-clip dos Green Day, o Know Your Enemy, e eu, que já conhecia os Green Day dos finais de tardes a chegar a casa com Wake Me Up When September Ends a dar na rádio, disse que não, que ainda não tinha visto e então fui ver.
Ver aquele videoclip mudou a minha vida, eu simplesmente amei, eu não percebia patabina do que eles diziam e queriam dizer, mas decidi fazer download do album e vicei-me na banda. Acabei por influenciar a minha melhor amiga, outra ex-pita que nesses tempos ouvia Jonas Brothers e hoje anda vestida com t-shirts de Avenged Sevenfold, The Offspring e mais algumas. Ela, ao contrário de mim, percebia inglês, e começou a explicar-me o sentido das músicas, não só as de 21 Century Breakdown, como as de American  Idiot, Nimrod, Warning e de outros albuns. Aos poucos fui aprendendo o inglês e entendendo a mensagem da banda.
O que bandas verdadeiramente punks passam a vida a dizer é que devemos ser nós próprios e não ligar para o que os outros pensam, foi a principal lição que os Green Day me deram. Ser eu.
Ganhei atitude, mas essa coisa demorou mais e teve influência de outras bandas, como Slash, Nirvana, Audioslave, Foo Fighters, Ramones, Sex Pistols, Guns n Roses, Rise against, etc, e o meu próprio cérebro que começava lentamente, a perceber o mundo.

É por estas e por outras que a música é mesmo muito importante para mim e que detesto posers e artistas fúteis que só veem a música como um negócio que dá muito dinheiro.
E se há pessoas a quem tenho de agradecer por esta mudança é a uma rapariga que se vestia com um estilo alternativo que me meteu a ouvir a Avril Lavigne numa fase da transição de pita a adolescente de 13 anos que só queria ser ela própria e que de vez em quando fazia merda, a paixoneta do 7º ano que andava vestido com uma t-shirt dos Nirvana, a menina que referi em cima a qual me perguntou se tinha visto o clip Know your enemy e a minha melhor amiga.