Archive for May, 2011

Para mim a moda foi criada para que as pessoas não se sentissem inseguras. Assim não há nem gente mais feia nem mais bonita. É uma forma de todos serem iguais mas ao mesmo tempo fixes. Ninguém se vê ridiculo, deslocado ou estúpido porque estão na moda e são super fixes!
Mas cá entre nós, não acham que o ser humano tem a capacidade de diversificar? De partilhar cores, formatos, ideias e peças diferentes! De criar!
Estou cansada de preconceitos e de ideias supérfluas e sem sentido que me murmuram sempre ao ouvido:
-Veste-te bem, faz dieta e põe maquilhagem
Não, não e não!
Essas raparigas que abusam do protocólogo da moda tornam-se fashion victims e acabam por ser ridículas! Acabam por parecer rebanhos de ovelhas, todas iguais e sempre aos montes!
Meninas larguem essas dietas, limitem-se a comer reconhecendo os limites! E não me venham contar dos dominais que fizeram para perder peso, vão arranjar uma vida e sejam mulheres (ou pelo menos raparigas) activas que gostam de se divertir! Larguem a vossa bolsa de maquilhagens e venham comigo fazer uma escalada, um ride, uma viagem, uma corrida, um desporto. Façam as coisas por e com prazer, e que não seja uma obrigação! Esqueçam os rapazes, a maioria deles não vôs interessará realmente na vida, porque quem vôs ama realmente não repara nos promenores insignificantes que não fazem de vocês criaturas feias, mas sim seres humanos!

Não vás por favor, fica aqui comigo, finge que ainda tenho sete anos, imagina que serei a tua menina pequenina para sempre, vamos brincar aos faz-de-conta e construir um mundo onde não há ditadores maus, leis injustas ou  corrupção.
Vamos criar um mundo desenvolvido, deixa-me ir buscar a minha caixa de legos para construir um mundo à minha maneira, mas preciso da tua ajuda, preciso que fiques aqui comigo e que não voltes a esse lado do mundo, porque se lá voltares terás que encarar o meu fantasma de quatro aninhos a correr pela casa. Terás que abrir o meu armário e encarar todos os meus brinquedos, todas as minhas roupinhas, todos os meus desenhos, tudo aquilo que me pertencia há quase dez anos atrás e que tive que largar para começar de novo, porque alguém quis destruir vidas, famílias, negócios e no final de contas, um país. Esse alguém acertou com pontaria nas nossas, ou melhor na tua e na da mãe, porque eu encontrei-me nesta minha veneza de Portugal. Já tu e a mãe gastaram vinte anos a construir algo que depois vos foi retirado em vão. Criaram um negócio a valer, uma família, uma vida. E onde está essa vida? Suspensa no meio da corrupção, da pobreza e do sofrimento, numa casa abandonada que ainda sustem os risos de uma criança, os gritos de uma adolescente e os sons de pop latino.
Não voltes lá por favor, deixa o meu armário trancado, não olhes para as fotografias e não te atrevas a adormecer em sonhos que envolvem o nosso passado. Nada disso existe, os risos que ouviras dessa minha criança são o fruto da tua imaginação fundida com as memórias felizes. Fica-te por aqui, ralha comigo e obriga-me a estudar matemática mas não te metas nesse avião que, apesar de ter viagem de volta, me assusta. E não te assusta a ti? A segunda cidade mais perigosa do mundo? Os homicidios diários, as jovens que se tem que prostituir e as crianças que crescem nesse clima terrivel? O petróleo e o sangue derramado? A mim assusta mas tu hás-de ir a mesma por mais que te implore que fiques, afinal tens assuntos para tratar.

Take me on the floor, tararatarara (8)

Eutanásia é um tema que tem estado em grande destaque na minha vida, é uma questão de vida ou de morte. Teriamos nós o direito de escolher a morte quando não somos mais do que um corpo sem vida própria? Seriamos capazes de desligar as máquinas que mantém viva uma pessoa que amamos? Temos nós o direito de escolher quem vive e quem morre? Ou poderiamos acabar com a dor, com uma simples dose de cianeto dissolvida em água?
É um dilema internacional que leva a discussões entre tribunais, médicos e familiares e muitas vezes o sujeito em questão não pode dar a sua opinião. E quando pode expressar-se e nos pede uma morte digna como a última coisa que quer na vida, será que podemos dar-lha? Depois de toda a dor, o sofrimento e lágrimas derramadas, ela teria o direito de ter uma morte doce e digna? Ou estariamos a brincar aos Deuses e as Musas? Ou estariamos simplesmente a fazer o que melhor sabemos? É uma questão de vida ou de morte que nos coloca entre a espada e a parede. Eutanásia, sim ou não? Eis a questão.

Do passado

Posted: May 14, 2011 in Podia chamar-se status

Não vale a pena ressussitar o morto, o que morre fica morto e não o podemos reviver. Mas eu não te posso deixar em branco na minha vida, nem rascunhar-te com ódio, eu vou guardar o teu nome no meu coração com muito carinho, como se fosses um papiro egipcio, valioso mas que faz parte de outro tempo, do passado.

Verdade ou consequência?

Posted: May 7, 2011 in Bipolaridades

É necessário ser muito burro e muito idiota para jogar um jogo como Verdade ou Consequência em pleno autocarro, com um professor no banco de trás. Se não incluisse linguados, apalpassos, revelações constragidoras e coisas do género até compreendia mas não se entende! O meu querido e adorado ex-namorado beijou uma rapariga e depois pôs-se a chorar, porque lá no fundo ama-me e detesta-se por isso. E eu detesto gentinha como ele. Gente hipócrita que diz uma coisa e faz outra. Gente que lança olhares apaixonados e depois dá beijos sem dignidade. Em fim, gente muito triste. E também detesto miúdas como as que participaram naquele jogo. Beijadas, tocadas sem dignidade alguma, o único adjectivo certo para elas é puta! E ainda por cima no dia seguinte, quando eu e umas amigas lhes explicamos a razão pela qual não se deve jogar verdade e consequência com a presença de professores, uma delas disse que o jogo até tinha corrido bem, que não tinha sido nada de especial e que teria sido melhor com meninos bonitos. Meninos bonitos o caralho! Beijaste o meu ex-namorado, meteste-o naquele estado e fizeste-me chorar por horas! Naquele dia, sua vádia, nós poderiamos ter resolvido os problemas!

Daqui a quinze anos hás-de ser uma puta miserável com rugas na cara em vez de vergonha! E tu, meu querido ex-namorado, pára de ser covarde e admite os erros, porque nos podemos não ter nenhum tipo de relação, mas na verdade a ligação química que ainda há entre nós, faz-te sentir um traidor, e a mim, uma miserável traída! 
Eis a última das consequências do jogo. Não pensaste nesta pois não? Temos pena!

Faz-me lembrar de Londres! Como tenho saudades tuas Londres!