Portugal, isto és tu?

Posted: April 21, 2011 in Tipo não te estou a acompanhar

Hoje a mesa do jantar não se falava doutra coisa para além da tolerancia de ponto (sim hoje o país perdeu uns 20 milhões, se não me engano no número, por perguiça daqueles malditos funcionários públicos!), da falta de bons médico neste país e da greve dos maquinistas! Oh céus aqueles malditos maquinistas ganham 3 ou 4 vezes mais do que o salário mínimo e ainda recebem 6 euros por dia por chegar cedo ao trabalho! E em relação aos médicos portugueses apetece-me tanto enfiar-lhes os 19 valores no… Isto porque grande parte dos médicos não usa a lógica para nada e então graças a sua estupidez temos que mandar os nossos pacientes a cuba fazer tratamentos alternativos ou  então temos que buscar médicos a outros países quando temos tantos estudantes de medicida que se matam a estudar fora de Portugal e que simplesmente não podem voltar a casa para prestar um bom serviço a pátria porque não lhes dão uma equivalencia!
E eu estou com os nervos a arderem-me na pele porque uma vizinha minha foi ao hospital com uma dor no braço e os médicos que tiraram excelentes notas no secundário não lhe detetaram uma ruptura no osso, só quando foi a um hospital na Alemanha  é que se aperceberam da ruptura, é este tipo de coisas que me fazem ficar pasmada!
A conclusão que eu tiro é que para ter uma boa vida em Portugal, uma das duas, ou és um miserável que depende ao estado ou então és um rico que não precisa do estado para nada! Portugal, isto és tu? Então se és eu faço as malas o mais depressa possível e corro atrás do meu sonho americano.

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Comments
  1. Bianka says:

    que ótimo ponto de vista flor :]

  2. por um lado, penso assim. por outro, penso que também cabe a nós muda-lo

  3. O espírito português, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, não é de todo revolucionário. É mais como dizia o outro « eles falam falam falam, e eu não os vejo a fazer nada ». Por isso, para mudarmos o país, seria necessário mudar a mente dos seus habitantes ou mesmo tomar medidas mais radicais e mudar de habitantes! Bem, concluindo, se procurares a via mais fácil, aconselho o american dream.

  4. precisamente… :/ vivemos na ditadura do conformismo e a maior parte das pessoas nem se apercebe. é muito triste… mas acredito que, tendo uma postura activa e critica perante as outras pessoas, já estamos a ajudar da forma mais fácil, a mudar alguma coisa.

  5. Se tens hipóteses foge daqui enquanto é tempo. Eu já fugi, voltei e neste momento já preparo uma provável fuga.

    Enquanto este país for dominado por malandros, funcionários publicos, subsidio-dependentes, sindicalistas, pela comunicação social de esquerda e pelo “marxismo cultural” de que a Uniao Europeia tem muita culpa, havemos de estar sempre assim.

    Pelo menos a classe média-baixa e média, estará sempre sufocada e explorada.

    Dia 5 de Junho com um pequeno gesto podes ajudar a castigar os que colocaram o país neste estado, e todos os seus satélites incluidos.

  6. Luna Karenine: Vai vendo que até o Otelo Saraiva de Carvalho, revolucionário e ex capitão de Abril esta semana referiu que se soubesse que o país iria acabar assim, nao teria movido uma palha para fazer a revolução. É o resultado de 37 anos de “democracia” em que o pais tem sido enxuvalhado primeiro por terroristas da extrema-esquerda e mais tarde por “moderados” da social-democracia que é exatamente a mesma coisa.

  7. Martini, não me vou dedicar a discutir sobre a esquerda e blá blá blá senão acabamos à « porrada virtual», se é que isso existe. Mas concordo que não temos vivido em democracia. Vivemos em ditadura disfarçada, isso sim. Não acho que seja obra de esquerda nem de direita, acho que simplesmente os políticos portugueses têm o espírito corrupto do resto do país e, assim, os ideiais dos partidos são mais teoria do que outra coisa. Na prática, vai dar tudo ao mesmo, porque eles não queres ter ideais nem lutar por eles, querem ter o poder. Fosse isto a Suécia, e piava mais fino. Portugal, antes de qualquer outro tipo de crise, vive uma séria crise de valores. Começando por resolver essa, o resto viria também por acréscimo.

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