Archive for April, 2011

Vi de relance um discurso que o Paulo Portas fez na rtp e por mais que não goste dele, por causa das alhadas todas que ele se meteu (os submarinos por exemplo), tenho que admitir que os seus discursos são no mínimo, realistas e apoiam as minhas ideias. Ele diz que o país tem que sair da crise em união e eu concordo que se todos nos unissemos, pobre e ricos, funcionarios publicos e gente trabalhadora, políticos e povo, saíriamos desta crise! Não ia ser um caminho fácil, claro que não! Mas saíriamos da crise e Portugal usufruria duma “era de ouro”, só que falta um promenor… Como se unem 10 milhões de pessoas que não estão todas dispostas a trabalhar?

Agora vamos rir-nos um pouquinho…


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Hoje a mesa do jantar não se falava doutra coisa para além da tolerancia de ponto (sim hoje o país perdeu uns 20 milhões, se não me engano no número, por perguiça daqueles malditos funcionários públicos!), da falta de bons médico neste país e da greve dos maquinistas! Oh céus aqueles malditos maquinistas ganham 3 ou 4 vezes mais do que o salário mínimo e ainda recebem 6 euros por dia por chegar cedo ao trabalho! E em relação aos médicos portugueses apetece-me tanto enfiar-lhes os 19 valores no… Isto porque grande parte dos médicos não usa a lógica para nada e então graças a sua estupidez temos que mandar os nossos pacientes a cuba fazer tratamentos alternativos ou  então temos que buscar médicos a outros países quando temos tantos estudantes de medicida que se matam a estudar fora de Portugal e que simplesmente não podem voltar a casa para prestar um bom serviço a pátria porque não lhes dão uma equivalencia!
E eu estou com os nervos a arderem-me na pele porque uma vizinha minha foi ao hospital com uma dor no braço e os médicos que tiraram excelentes notas no secundário não lhe detetaram uma ruptura no osso, só quando foi a um hospital na Alemanha  é que se aperceberam da ruptura, é este tipo de coisas que me fazem ficar pasmada!
A conclusão que eu tiro é que para ter uma boa vida em Portugal, uma das duas, ou és um miserável que depende ao estado ou então és um rico que não precisa do estado para nada! Portugal, isto és tu? Então se és eu faço as malas o mais depressa possível e corro atrás do meu sonho americano.


A maioria das estrelas perde-se porque à noite o céu é muito escuro e de dia elas não são visíveis.
Muitas delas, depois de tanto brilhar transformam-se em pontos insignificantes de céu nocturno, pontos que já ninguém presta atenção.
Outras brilham de longe, de tão mas tão longe que só acabam por ser visíveis após anos de luta, tantos anos que às vezes já desapareceram do mapa, mas a sua luz continua presente no céu a inspirar e a mudar vidas.
Algumas estrelas, as mais inteligentes, conseguem aceitar a sua luminosidade tão grandiosa que desperta a atenção e a inveja de muita gente – O seu sucesso – E conseguem assim, continuar a brilhar eternamente, iluminando o caminho dos mortais e imortais que sonham ser um dia como elas.
E eu, a caminhar sobre pedras e flores, olho para essas estrelas inteligentes que me inspiram e me fazem sonhar. Eternamente.

As greves e manifestações são constantes, as gerações mais novas sentem-se desmotivadas, os jornalistas não tem, em geral, manha suficiente, os políticos pouco ou nada conseguem fazer, e o presidente da república portuguesa? Onde anda ele?

Direcção, direction, Aeroporto – Repetiu a voz feminina do andante enquanto chegávamos a uma paragem, e a medida que o carril travava uma música conhecida chegava a mim, não sabia de onde vinha ou quem a tocava apenas senti uma energia e alegria a invadir-me:

On the stereo
Listen as we go
Nothing’s gonna stop me now
California here we come
Right back where we started from

Não ia propriamente para Califórnia (Quem me dera!) ia para Barcelona, mas o verso “Nothing’s gonna stop me now” encaixava perfeitamente nesta aventura que ia viver!
Cheguei ao aeroporto e algum tempo depois entrei no avião, nem podia acreditar que ia a Barcelona! Estava tão feliz! Como era de esperar o avião estava cheio de Tugas, e ao aterrar no aeroporto de Barcelona um grupo de tugas estava tão entusiasmado por andar de avião que começou a bater palmas e a gritar: Viva la vida Loca!. Só mesmo Portugueses!
Como a crise não permite, não fui passar os sete dias num hotel, passei antes a minha estadia em casa duma amiga da minha mãe e como os meus pais estão a trabalhar e não tem tempo para férias viajei com a minha irmã. É engraçado viajar sem os nossos pais, assim podemos sempre esticar a nossa liberdade e fazer mais coisas!
No primeiro dia visitei a praça de Catalunha, um sítio espetacular! O Hard rock Cafe (Não pude deixar de comprar uma t-shirt para juntar a minha colecção…) e a Fnac (Também abusei das minha poupanças e comprei o primeiro álbum dos Green Day e uma colectânea das The Runaways) estão em quarteirões enormes bem visíveis do centro da praça, onde muitos velhos espanhóis se juntam, a beira da fonte, para disputar campeonatos de Damas. Atravessando a rua, há uma enorme avenida, onde temos um conjunto de Barracas interessantes e artistas excelentes. Quando percorria a avenida, tirando fotos com palhaços e contemplando barracas encontrei os tugas malucos que gritaram “Viva la vida loca!” no avião.


Fui no segundo dia ao Portaventura, é um bom parque de atracções, ou melhor, um dos melhores de Europa! Meti-me numa montanha russa, a furius Baco, que andava a 130 k/h e alcançava essa velocidade em 3 segundos! Não conseguia gritar pela pressão e pela velocidade e quando tentava abrir os olhos não conseguia perceber se estava de cabeça virada ao contrário ou não! Freneticamente divertido!
Mais para o fim da tarde tive a ideia mais louca da minha vida, meter-me numa torre que media 100 metros de altura e assim, cair a uma velocidade de 115 km/ h em 3 segundos. 

Demoramos cerca de meio minuto a subir, o suspense acelerava o batimento do meu coração, vozes gritavam e arrependiam-se de lá se ter metido, a minha respiração também acelerava, engoli em seco, apreciei a paisagem espanhola, de um lado montanhas, no meio cidade e do outro mar, e sem me aperceber caí a pior velocidade que alguma vez senti na minha vida, a única coisa que pensei foi: Fodasse, tirem-me daqui! 
Depois cheguei viva a superfície e ri de mim mesma.

A gente que me acolheu a mim e a minha irmã era muito simpática! E fui obrigada obviamente a falar o meu espanhol enferrujado… Vou reproduzir uma cena divertida que aconteceu: 
Um dia estava eu a tomar o pequeno almoço e entra na sala o pai da amiga da minha mãe, um senhor já velho, senta-se a mesa e passado um pouco diz:
-Penso que me esqueci dalgo… – O homem pensa… Pensa…E finalmente chega a uma conclusão- Já sei! A minha dentadura! 
Os outros dias foram passados na praça de Catalunha e na praia, também fui ver a família Sagrada, é uma bela peça de arquitectura mas não é o que mais me chama a atenção em Barcelona. E para todos aqueles que desejam viajar até Barcelona deixo aqui uma pequena lista de coisas a fazer:

-Ir a praça de Catalunha
-Ir ao Portaventura
-Visitar o museu das múmias e se puder ao museu de Dali
-Comer churros com chocolate
-Ir a praia!
-Ver o monumento da família sagrada
-Irritar os espanhóis falando um português rápido (tentem vários acentos diferentes e falem mal deles xD)

E agora lembro-vos, em Barcelona também se fala Catalão portanto não se impressionem com cartazes com uma língua  estranha que parece meio francês, meio espanhol. 

Posted: April 13, 2011 in Uncategorized

Estou de volta a casa amanha! Portugal, aqui vou eu!

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Adéu Barcelona, Hola Portugal!

Posted: April 6, 2011 in Nem merece uma tag

Barcelona amanhã 😀 Vou faltar as aulas \m/

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