Archive for December, 2010

Óbvio…

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O parque

Posted: December 29, 2010 in Cenas que escrevo, I was only dreaming

Hoje voltei a sonhar com aquele lugar que na verdade não existe e sei que tenho estes sonhos quando tenho muitas saudades de um rapaz em especial. 

Tumblr_le6b5pwg6n1qapij1o1_500_largeÉ um parque, e no meio tem várias piscinas com escorregas. Há árvores por todo o lado, e as escadas que nos levam a cada canto do maravilhoso parque são naturais, como sucalcos de terra clara. Os bancos são de pedra e quando há temperaturas altas, as árvores enormes de um verde húmido mantém a temperatura amena do parque.
Desta vez as piscinas não funcionavam pois estava tudo encharcado pela chuva do inverno, e lembrei-me de como eu me diverti no verão, quando eu tive o sonho pela primeira vez. Estranhamente só eu vou lá, e o rapaz em especial que ando a procura, o que me leva a sonhar com isto.
Das duas vezes que visitei o parque estava a procura desse rapaz em especial, com um sentimento de medo e de saudade, misturado com algo que não consigo descrever, pois era suposto ele lá estar mas nunca o encontrava, por isso acabava por me divertir sozinha, porém havia sempre algo que me fazia pensar que tinha que ir procura-lo pois sem ele ou sem pelo menos saber o que se passava, eu não descansaria em paz. 
Eu apenas gostava de saber porque é que não o conseguia encontrar.
Tumblr_le5y7bgdo81qf46m8o1_500_largeNão consigo concordar com a maioria das raparigas que acham que os rapazes são estúpidos e “todos iguais”.

Desde pequena sempre me dei melhor com rapazes, deixava de brincar as bonecas com as meninas e partia para uma aventura com os rapazes, que incluiam legos, carritos e muitas arvores para trepar. Comigo estavam no máximo três meninas, pois o resto delas achavam-nos sujos e muito parvalhões. Mas eu considerava-os divertidos, mais entretidos com a acção do que com a beleza, namoricos ou brincadeiras mais paradas.

Hoje que tenho quase quinze anos a maioria dos conselhos que peço são dados por rapazes e pela minha melhor amiga. Prefiro desabafar com os rapazes, pois eles conseguem guardar melhor um segredo, não tem aquela necessidade de contar a alguém, pegam no comando da playstation em vez do telemovel para falar mil e um segredos, pessoais ou de outros, elas gostam muito de “cuscar”.
Não os podemos julgar quando o assunto é sexo (ou amor, mas as duas coisas estão interligadas) porque nos raparigas também temos os nossos defeitos. Eles são mais simples, nos complicamos mais a situação. Nos somos mais vingativas, eles viram a página da sua vida e vivem uma nova, mas sem esquecer a última.
Nos discutimos muito, preocupamo-nos em demasia e julgamos muito outras raparigas. Eles discutem pouco, preocupam-se pouco e julgam pouco outros rapazes. Sim, por vezes são brutos, mas a rapariga não é nenhum ser indefeso, é frágil e sabe usar a sua fragilidade como arma.
É por isso que o rapaz e a rapariga se completam, porque a fusão das qualidades e dos defeitos de um do outro tornam-no num ser capacitado de ser (ir)racional.
Gostava que as pessoas parassem de criticar ambos os sexos e percebessem que somos da mesma espécie.
*PS: Isto é o geral, não me refiro a pessoas concretamente mas sim a sociedade.

O lobo
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A Noiva

Posted: December 28, 2010 in Cenas que escrevo
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Uma mãe e uma filha, claramente com poses, caminhavam alegremente pela baixa da cidade. O céu estava claro e as crianças corriam pela praça atrás das pombas, ou então sentavam-se nos bancos e alimentavam-nas. A rapariga, já uma mulher, gostava de observa-las a interagir com as pombas, pois em tempos já fora como elas.

-Um dia bonito para ver vestidos de noiva não achas filha? – perguntou com um sorriso a mãe
-Sim! Oh estou tão feliz mãe! – respondeu a rapariga quase histérica -Nem consigo acreditar que vamos casar!
A mãe riu-se e depois deu-lhe um conselho:
-Pois bem filha, moço como esse não há em fartura por isso aproveita!
Nesse preciso momento elas depararam-se com uma montra de vestidos de noiva, a mãe apreciou vários, mas a rapariga apenas fixou um. Olhava-o como se fosse o único vestido de noiva a fase da terra. Era lindo, repleto de  brilhantes e sabia que lhe ia assentar bem no corpo.
Entrou na loja e decidiu experimentá-lo.
Olhava-se no espelho e sentia-se única com aquele vestido no corpo.
-Também tem estes daqui, pode experimentá-los a vontade! – Ofereceu a costureira
A rapariga voltou a olhar-se no espelho. Ela sabia que era o vestido perfeito.

-Filha tira esse e experimenta os outros – Pediu a mãe
Ela experimentou, experimentou e experimentou durante uma manhã inteira e por mais bonitos que fossem, nenhum se adequava a forma do seu corpo, aos seus gostos ou a sua cara. Por mais que lhe dissessem que estava bonita ela sabia que era aquele, o primeiro que experimentara, pois mais nenhum tinha a magia que ele tinha.
A costureira já pela ponta dos cabelos de tanto por e tirar e a moça nunca se contentar, trouxe-lhe de volta o primeiro vestido e disse a mãe da noiva:
-Pois bem mãe, os vestidos de noivas são como os amores, quando se apaixona por um, e há uma magia única, não a vale procurar por aquilo que já se tem, pois nunca mais encontrará um igual.

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Patins em linha

O Diario de Anne Frank. Nunca o leio seguido 😀
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