Que descanse em paz todo aquele que nunca viveu.

Posted: November 26, 2010 in Cenas que escrevo
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Pequeninos, avermelhados, com inúmeros ossos sensíveis que se partiriam se se pegassem sem gentileza e com um crânio, visivelmente dividido em quatro, que se quebraria com uma simples pancadinha. Ali estavam eles, entre os 7 e 20 semanas, não de vida, mas de gestação, pois nunca chegaram a nascer, e nos via-mo-los através dos recipientes com um tal liquido que lhes mantinham o corpo sem vida, para que todos pudessem ver que eles não tiveram a mesma chance de ao menos nascer, e eu pergunto-me, aquelas crianças, poderiam hoje ser adolescentes e estar naquela exposição a ver tal como eu, outros humanos que não puderam nascer se a mãe os quisesse ou os pudesse ter tido? Não é justo. Aqueles seres foram a única coisa que me meteram impressão no meio de ossos e outros restos humanos.

Fixei-os, vi como um dia fui e continuei, afinal tinha um caminho a fazer que eles nunca puderam sonhar.
RIP Each kid that a woman couldn’t have, or didn’t wanted have. RIP my twins siblings.

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